Segundo a ESPN, o Corinthians precisou recorrer a antecipações de receitas em fevereiro para reforçar o caixa e honrar compromissos financeiros. A estratégia envolveu cerca de R$ 47 milhões da Esportes da Sorte e mais R$ 23,7 milhões ligados ao contrato com a Nike, por meio de operação com o Banco Daycoval, totalizando mais de R$ 70 milhões. Os dados constam em documentos anexados ao processo do Regime de Centralização de Execuções na Justiça de São Paulo.
O diretor financeiro Emerson Piovesan confirmou que o clube antecipou receitas de patrocínio já previstas em contrato, sem alterar o total a receber. No entanto, não comentou sobre a operação com o Daycoval. Em relatório enviado à Justiça, a administradora judicial Laspro apontou aumento no endividamento: os empréstimos subiram de R$ 361,4 milhões para R$ 381,9 milhões, enquanto a dívida com o banco cresceu de R$ 111,3 milhões para R$ 132,1 milhões.
Na prática, o Corinthians utilizou receitas futuras da Nike para obter dinheiro imediato, operação que será quitada com juros. O clube enfrenta dívida próxima de R$ 2,7 bilhões, mas já aprovou um plano para pagar até R$ 700 milhões em 10 anos, como parte da reorganização financeira.
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