26/3/2026 15:55

Justiça ameaça intervenção no Corinthians por "sumiço" de R$ 149 milhões em receitas

Entenda o risco de intervenção judicial no Corinthians em 2026. Veja os detalhes da divergência de R$ 149 milhões no RCE e a resposta do presidente Osmar Stabile.

Justiça ameaça intervenção no Corinthians por
A crise financeira do Corinthians atingiu um novo e perigoso patamar jurídico nesta quinta-feira (26). O juiz Guilherme Cavalcanti Lamego, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, emitiu um alerta contundente à diretoria encabeçada pelo presidente Osmar Stabile: o clube deve explicar imediatamente uma divergência de R$ 149,2 milhões em suas receitas declaradas ou enfrentará a nomeação de um interventor judicial.

O conflito central reside no Regime de Centralização de Execuções (RCE), um mecanismo que permite ao clube pagar suas dívidas cíveis de forma organizada. Segundo o magistrado, o Corinthians informou receitas de apenas R$ 64,2 milhões para o cálculo da parcela da dívida de março, enquanto documentos internos do próprio clube apontam que a arrecadação real de fevereiro foi de R$ 213,4 milhões. Como as parcelas do acordo são baseadas em uma porcentagem do faturamento (4% no primeiro ano), uma declaração menor de receita significa, na prática, pagar menos aos credores do que o devido.

Entenda o RCE e o Risco de Intervenção
O RCE é um "porto seguro" jurídico que suspende penhoras, mas exige transparência absoluta. O juiz foi enfático ao afirmar que a "resistência no fornecimento de documentos" levará à nomeação de um observador (que monitora as contas) ou um interventor (que assume a gestão financeira do clube).

A Defesa do Corinthians
Em nota oficial, o Corinthians classificou a situação como um "desencontro de informações". O clube alega que já protocolou explicações técnicas no dia 24 de março, detalhando que a diferença de valores se deve a:

Distinção entre receitas operacionais e não operacionais.

Movimentações internas entre contas do próprio clube.

Antecipações de recebíveis e vendas de atletas (que teriam regras contábeis diferentes).

Apesar da justificativa, a pressão política é imensa. Um grupo de sócios já protocolou um pedido de intervenção para afastar Stabile, alegando gestão temerária. Enquanto Marcelo Paz tenta gerir a crise técnica no futebol e a lesão de Memphis Depay, o futuro administrativo do Timão depende agora da capacidade da diretoria de convencer o juiz Lamego de que não houve má-fé na declaração do faturamento milionário.


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