O Corinthians de 2026 viu a organização tática ser ofuscada por decisões controversas do apito. O ponto central da fúria corinthiana foi o pênalti não marcado em André Luiz aos 23 minutos do segundo tempo, ignorado tanto pelo juiz de campo quanto pelo VAR (Wagner Reway). A percepção interna de "falta de critério" e a suposta "compensação" após a expulsão de Evertton Araújo transformaram o vestiário em um caldeirão, resultando nas cenas relatadas por Rodrigo José Pereira de Lima no documento oficial.
Risco Jurídico: O que diz o CBJD?
As denúncias na súmula colocam o Corinthians em uma situação delicada no STJD:
Punições Financeiras: Multas que podem atingir R$ 100 mil dependendo da gravidade interpretada pelo tribunal.
Perda de Mando: O Código Brasileiro de Justiça Desportiva prevê a perda de mando de campo (1 a 10 jogos) em casos de desordem ou ameaça à integridade dos árbitros.
Gancho para Dirigentes: Leonardo Carnevale e Mauro van Basten podem enfrentar suspensões de 15 a 180 dias, ficando proibidos de acessar áreas técnicas.
Um Histórico de Conflitos Recorrentes
A relação entre o árbitro pernambucano e o Timão é marcada por "faíscas" desde a temporada passada:
Reincidência em 2026: Em fevereiro, contra o Athletico-PR, o árbitro já havia relatado ameaças de Lucas Silvestre, filho e auxiliar de Dorival Júnior, resultando em suspensão.
Memórias de 2025: O polêmico empate com o Internacional no Beira-Rio, com gol anulado e pênalti no último lance, ainda ecoa nas críticas de Dorival e da diretoria.
Acusação de Agressão: O executivo Marcelo Paz foi além das críticas táticas e acusou o árbitro de empurrar o meia Rodrigo Garro após o jogo, reforçando o pedido público para que o profissional não apite mais jogos do clube.
O Corinthians encerra esta manhã de segunda-feira com a 11ª colocação no Brasileirão e uma frente de batalha jurídica aberta. Se a intensidade de Yuri Alberto garantiu um ponto em campo, a conduta nos bastidores pode custar caro para a sequência do campeonato. A Data Fifa servirá para acalmar os ânimos, mas a diretoria sabe que a "sombra" de Rodrigo José Pereira de Lima ainda deve render capítulos intensos nos tribunais antes do duelo contra o Fluminense, no dia 1º de abril.