O Corinthians de 2026 entrou em campo já sob um clima de desconfiança devido à escala da arbitragem. Marcelo Paz listou um verdadeiro dossiê de partidas onde Rodrigo Pereira de Lima teria prejudicado o clube:
Inter e Athletico-PR: Paz relembrou um pênalti polêmico contra o Inter em 2025 e os 14 minutos de acréscimo "intermináveis" na Arena da Baixada este ano.
O Pedido de Veto: O executivo revelou uma conversa privada com Rodrigo Cintra (CBF) solicitando que o árbitro não fosse mais escalado para jogos do Timão. "Já que a fala privada não funcionou, agora faço uma fala pública: que ele não apite mais o Corinthians", disparou.
As Polêmicas do Clássico e o "Jogo Picotado"
Para a diretoria alvinegra, a condução do empate contra o Flamengo foi desastrosa por três motivos capitais:
O Pênalti Oculto: Paz classificou como "escandaloso" o lance sobre o volante André, criticando também o VAR (Wagner Reway) por não intervir.
Antijogo Consentido: Segundo o dirigente, após a expulsão de Evertton Araújo, o árbitro "picotou" a partida, impedindo que o Corinthians impusesse a intensidade necessária para a virada.
Conduta Anti-Desportiva: O executivo acusou o juiz de empurrar o meia Rodrigo Garro após o apito final e de encerrar o jogo antes de cumprir os 10 minutos de acréscimo prometidos.
Clima de Guerra e Próximos Passos
O pronunciamento de Marcelo Paz reflete a pressão interna que Dorival Júnior e o elenco vêm sofrendo:
Blindagem do Vestiário: Ao assumir o protagonismo das críticas, Paz tenta tirar o foco da sequência de sete jogos sem vencer, jogando a responsabilidade para a organização tática externa da CBF.
Pressão na Data Fifa: O Corinthians aproveitará a pausa para formalizar uma reclamação oficial na entidade, buscando garantir que a escala para o duelo contra o Fluminense, dia 1º de abril, seja de "um nível superior".
Impacto Emocional: O dirigente ressaltou que a "rejeição" dos jogadores ao árbitro é total, o que gera uma instabilidade emocional que prejudica a leitura de jogo dentro de campo.
O Corinthians encerra esta manhã de segunda-feira em pé de guerra com o apito. Se a intensidade de Yuri Alberto garantiu o empate, a sensação no Parque São Jorge é de que a arbitragem impediu algo maior. A Fiel agora aguarda uma postura enérgica da CBF, esperando que o desabafo de Marcelo Paz resulte em critérios mais justos para a sequência do Brasileirão 2026.