13/2/2026 17:23

MP-SP vê "obstrução" e cogita intervenção judicial no Corinthians

Entenda o conflito entre o MP-SP e o Corinthians. O promotor Cássio Conserino contesta a suspensão de investigações sobre cartões corporativos e avalia pedir intervenção judicial no clube.

MP-SP vê
O Corinthians vive um dos capítulos mais tensos de sua história administrativa. O que começou como uma auditoria sobre o uso de cartões corporativos nas gestões de Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo transformou-se em um duelo jurídico de alta voltagem. O promotor Cássio Conserino, responsável pelo Procedimento Investigatório Criminal (PIC), não aceitou os argumentos de Romeu Tuma Júnior para paralisar as apurações da Comissão de Ética e Justiça do clube.


Os Argumentos do Conflito
A paralisia das investigações gerou interpretações opostas:

A Versão do Conselho: Tuma Júnior sustenta que a continuidade dos processos internos poderia violar ordens judiciais sigilosas, especialmente no caso de Andrés Sanchez, que possui restrições de acesso ao Parque São Jorge. O Conselho defende que a suspensão é uma "medida preventiva" para evitar nulidades jurídicas.

A Resposta do MP: Conserino rebateu com dureza, afirmando que "requisição não é convite, é ordem". Para o promotor, as normas do estatuto do clube e a busca por transparência não podem ser freadas por interpretações administrativas que ele classificou como "debochadas e sarcásticas" em ofícios recentes.


Risco de Intervenção e Busca e Apreensão
O cenário evoluiu para medidas extremas:

Intervenção Judicial: O MP encaminhou um despacho à Promotoria do Patrimônio Público para avaliar se o Corinthians ainda possui autonomia para se autogerir ou se uma intervenção judicial é necessária para garantir a preservação de provas.

Busca e Apreensão: Conserino ameaçou solicitar mandados de busca e apreensão dentro do Parque São Jorge para coletar imagens de câmeras de segurança e documentos que, segundo ele, estão sendo sonegados pelo clube.

Tecnologia e Provas: O MP exige acesso imediato a registros telemáticos e oitivas por videoconferência, superando o argumento de que os investigados não podem entrar no clube.

Impacto na Gestão de Elenco e no Futuro
Embora a turbulência ocorra no âmbito social e político, a gestão de elenco e o futebol profissional sentem os reflexos da instabilidade. A atual diretoria executiva, sob pressão, tenta se distanciar do conflito, mas sabe que uma intervenção judicial poderia paralisar as contas do clube e afetar a confiança de investidores e patrocinadores.

A organização tática das defesas jurídicas agora corre contra o relógio. O Ministério Público deu sinais claros de que não recuará, e a expectativa é que novas decisões judiciais sejam proferidas nas próximas 72 horas, definindo se o Corinthians terá seus processos internos reabertos à força ou se caminhará para uma gestão sob tutela do Estado.

Palavras-chave: Corinthians, MP-SP, Cássio Conserino, Romeu Tuma Jr, Cartão Corporativo, Intervenção Judicial, Andrés Sanchez, Parque São Jorge.


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216 visitas - Fonte: Tudo Timão

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