Do céu ao inferno. O clichê usado para exemplificar os altos e baixos da vida pode ser aplicado para a situação de António Oliveira entre os jogos do Corinthians contra o Palmeiras na temporada. Nesta segunda-feira, às 20h (de Brasília), o Timão enfrenta o seu maior rival, no Allianz Parque, pela 13ª rodada do Brasileirão. O atual cenário do treinador português no clube é bem diferente do Dérbi de 12 de fevereiro, quando António fez seu terceiro jogo como treinador do Corinthians e saiu muito fortalecido.
Contratado para substituir Mano Menezes e embalado por duas vitórias seguidas, António Oliveira viveu o seu ápice no Corinthians com apenas nove dias de trabalho. O Palmeiras abriu vantagem de dois gols no placar, tinha um jogo controlado e parecia que ganharia mais um clássico sem dificuldade. Com dois jogadores a menos, com zagueiro improvisado no gol e golaço de falta nos acréscimos, o Corinthians deixou o campo da Arena Barueri celebrando mais do que o Palmeiras o empate em 2 a 2.
O empate no Dérbi amenizou até a eliminação precoce na primeira fase do estadual que foi confirmada na sequência, aumentando a confiança em torno do trabalho de António na sequência da temporada. E o técnico comprovou isso garantindo a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana. Mas a relação mudou e ficou muito estremecida nas últimas semanas.
O péssimo início de Brasileirão transformou a esperança de um trabalho na dúvida sobre a capacidade de António em conseguir conduzir o Corinthians a um cenário diferente do último ano, quando brigou até as últimas rodadas contra o rebaixamento. Com nove pontos em 12 rodadas, o Timão venceu apenas uma vez no Brasileirão e tem o segundo pior ataque entre os 20 clubes participantes. O aproveitamento de apenas 25% tem colocado em xeque a continuidade do treinador no clube.
António Oliveira comanda um Corinthians sem cinco jogadores que faziam parte do elenco relacionado para o Dérbi válido pelo Paulistão em fevereiro. Cássio, Carlos Miguel, Raul Gustavo, Fausto Vera e Matías Rojas deixaram o clube, além de Paulinho, que estava em recuperação na época. Do time que foi titular naquela ocasião, o técnico também não poderá contar nesta segunda-feira com Fagner, lesionado, além de Félix Torres e Romero, que disputam a Copa América por Equador e Paraguai, respectivamente.
A reformulação feita a contragosto e com a temporada em andamento, sem a possibilidade de reposições, gerou grande insatisfação em António Oliveira, que tem dado declarações expondo o incômodo. O Corinthians irá se reforçar apenas a partir de 10 de julho, data da abertura da janela de transferências.
Em meio a tudo isso, o técnico viu desempenho despencar e os resultados ruins aumentarem a pressão em torno do seu trabalho. Sem vencer há oito jogos no Corinthians, António Oliveira pode perder o emprego em caso de derrota e até empate contra o Palmeiras nesta segunda-feira. O rendimento e a postura da equipe no clássico serão determinantes para a análise da continuidade ou não do treinador no clube.



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