24/3/2023 17:19

Invasão ao CT do Corinthians: 18 prestam depoimento, e delegado prevê proibição nos estádios

Responsável pelo inquérito diz que torcidas organizadas admitiram participação em ato

Invasão ao CT do Corinthians: 18 prestam depoimento, e delegado prevê proibição nos estádios
Uma semana após a invasão ao CT do Corinthians, a Polícia Civil identificou 25 e ouviu 18 dos supostos envolvidos no caso. Após depoimento, todos foram liberados.



Segundo o delegado Cesar Saad, da Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE), torcidas organizadas do Corinthians admitiram participação na invasão e colaboraram na identificação dos participantes.

Nos próximos dias, os outros sete suspeitos devem prestar depoimento. Após a conclusão do inquérito, a Polícia vai notificar a Confederação Brasileira de Futebol e a Federação Paulista para que proíbam a entrada dos invasores nos estádios.

O Estatuto do Torcedor prevê como crime a invasão aos centros de treinamento, mas a pena é baixa, não dá prisão. Ainda que a pena seja de reclusão, o tempo de prisão prevê pagamento de fiança ou responder em liberdade – explicou Cesar Saad.

A investigação da Polícia Civil aponta que houve articulação entre líderes de diferentes torcidas organizadas na invasão ocorrida na sexta-feira passada. Porém, o delegado responsável pelo caso entende que as punições devem ser aplicadas aos indivíduos, não às instituições:

Entendo que tirar a faixa e a camisa da pessoa, mas não ter o controle se ela pode ou não frequentar o estádio, não muda nada. Tem muito integrante da torcida que nem ficou sabendo da reunião para invasão, nem estava lá. Não foi um número grande de associados que participaram. Proibir a organizada acaba punindo uma série de torcedores que não têm relação com aquele fato – argumentou Saad.

Quando a punição é individual, o caráter pedagógico da pena tem efeito maior do que se punir a organizada de uma forma ampla – concluiu.

Entenda o caso

Na manhã da última sexta-feira, dia 17, o elenco do Corinthians treinava com portões fechados para o público e a imprensa, no CT Joaquim Grava.

Sem serem notados, 25 membros de torcidas organizadas fizeram um rombo na grade e adentraram o local. Em maior número do que os seguranças do clube, eles foram até o campo onde estavam os atletas e a comissão técnica.

Ao longo de dez minutos de conversa, pacífica, mas sob tensão, o gerente de futebol Alessandro Nunes ficou à frente dos torcedores, respaldando o elenco. Ao lado dele ficou o técnico Fernando Lázaro e jogadores mais experientes, como Cássio e Paulinho.

Enquanto isso, alguns torcedores penduraram faixas nas placas de publicidade do campo: "Respeitem a nossa história" e "Elenco incompetente" eram recados aos jogadores, que foram eliminados nas quartas de final do Campeonato Paulista.



A cobrança foi dura também contra o então diretor de futebol Roberto de Andrade, que dias depois pediu para deixar o cargo. Em nota, o Corinthians lamentou o ocorrido e disse que sempre abriu as portas para dialogar pacificamente com a torcida.



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