12/11/2022 08:21

Artilheiro do Corinthians no sub-20 cola em Yuri Alberto e enfrentou zagueiro do Timão na infância

Arthur Souza é a esperança do time na finalíssima contra o Santos, neste sábado

Artilheiro do Corinthians no sub-20 cola em Yuri Alberto e enfrentou zagueiro do Timão na infância
Oito minutos. Foi esse o tempo de permanência de Arthur Souza em campo na vitória do Corinthians por 2 a 0 contra o Cuiabá, em 1º de outubro. O atacante substituiu Róger Guedes em noite que, para ele e para a família, tornou-se inesquecível.


Aos 19 anos, o jogador vive sua melhor temporada no clube, com 18 gols marcados em 30 jogos na categoria sub-20 – em que o Corinthians decide o Paulistão contra o Santos neste sábado, às 17h, na Vila Belmiro. Passados 40 dias da grande estreia, ele guarda a camisa do primeiro jogo com muito carinho para entregar ao pai, Manoel, que é zelador num prédio em Brasília.

– A gente tinha perdido a final do Brasileiro Sub-20 contra o Palmeiras e fomos treinar uma semana com o principal. Na véspera, eu estava quase indo para casa quando saiu a lista. Aí fui chamado para tirar a foto oficial com a camisa. Nem acreditei. Na hora, mandei para o meu pai, ele chorou, foi um momento único. Vou entregar a camisa para ele semana que vem – disse o jogador ao ge.

Nos treinos no time principal, Arthur colou em Yuri Alberto. Autor de 11 gols desde que chegou ao Corinthians, o camisa 9 é só dois anos mais velho do que o atacante da base.

– Fiquei perto dele, um cara da minha posição. Quis tentar aprender, estou sempre vendo os jogos. Ele me passa as movimentações que ele faz e tento observar para acrescentar isso ao meu jogo.

Arthur é a principal esperança de gols para a decisãodeste sábado, no último jogo do time sub-20 na temporada. Para ficar com a taça do Paulistão da categoria, o Timão terá de reverter uma derrota por 2 a 0.

– Acho que a gente foi superior ao Santos, criamos muitas oportunidades, mas não era o nosso dia, a bola não quis entrar. Mas tenho fé que não tem nada perdido, dá pra virar esse placar e ser campeão paulista. Temos uma transição ofensiva muito forte e vai ajudar bastante neste jogo.

O Corinthians busca de seu quinto título paulista na história da categoria sub-20. O Timão foi campeão em 1970, 1997, 2014 e 2015.

Neste país lugar melhor não há
Nascido em Brasília, na terra da Legião Urbana, Arthur teve embates na infância com o zagueiro Robert Renan, já que ambos nasceram em 2003. Na capital federal, fizeram alguns jogos no amador.

– A gente jogava contra. Lembro de uma final que a gente jogou no Iate Clube. Era final do sub-10, no campo. O jogo foi 5 a 5. Eu fiz três gols e foi para os pênaltis, aí a gente foi campeão. O Robert estava jogando de lateral-esquerdo. E já jogamos futsal, eu ganhei também (risos). Ele está muito bem no profissional. É um irmão pra mim, ficamos bem próximos no Corinthians.

Arthur começou numa escolinha, onde ficou dos quatro aos 13 anos. Aprovado num teste no Desportivo Brasil, ficou por dois anos num alojamento em Porto Feliz, no interior de São Paulo.

A ida ao Corinthians aconteceu na categoria sub-17, em 2019, depois de a equipe enfrentar o Timão numa fase de quartas de final do Paulistão Sub-15. Arthur perdeu o jogo nos pênaltis na Fazendinha, mas ganhou uma chance de seguir para o Parque São Jorge por empréstimo.

– Foi difícil o começo lá no Desportivo, pensava em voltar pra casa, é ruim não ter o apoio da mãe pras coisas, em questão de comida, de arrumação. Fazia uma falta tremenda pra mim. Lá eu ficava num alojamento com mais cinco moleques num quarto, e um deles era o João Pedro Tchoca, o zagueiro que está aqui no Corinthians também. Nós fizemos teste juntos, moramos no mesmo quarto, aí ele veio para o Corinthians e um mês depois eu também vim.

– Ir para o Corinthians foi um sonho de criança. Todo mundo lá em casa é corintiano, meu pai é corintiano roxo. Quando chegou a proposta, não pensei duas vezes. O Tchoca já estava aqui há um mês, aí falei: "Me espera que estou chegando" (risos). Moramos juntos por dois anos no alojamento do Corinthians. E hoje concentramos juntos também no sub-20 – contou.

No ano que vem, Arthur deve ser um dos principais nomes do time na Copa São Paulo. Ele sonha também com uma nova chance na seleção brasileira sub-20, que jogará o Sul-Americano em janeiro no Chile. Neste ano, fez parte do grupo que disputou o quadrangular internacional no Uruguai, com as presenças dos donos da casa, Uzbequistão e Argentina.

Camisa 38
Por uma decisão do clube, Arthur estreou no profissional com a camisa 38. O número vem dando sorte para alguns jogadores que chegaram ao time principal e depois foram negociados para o exterior.

– Quando fui escalado, o supervisor (André Dias) escolheu a 38 pra mim. Vou desfrutar dela. Dois jogadores da base fizeram sucesso com ela, o Pedrinho e o Gabriel Pereira. Vou usá-la da melhor forma possível. Quero manter o número – disse.

O jogador foi comprado durante a pandemia e assinou contrato até 8 de setembro de 2025.



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