Ainda em processo de conhecimento do elenco do Corinthians e dos desafios do calendário do futebol brasileiro, o técnico Vítor Pereira tem hoje (27), às 16h (de Brasília) seu maior desafio no clube: derrotar o São Paulo no Morumbi e garantir a vaga para encarar o Palmeiras na final do Campeonato Paulista. Para isso, no entanto, o português precisa resolver o problema da queda de intensidade de sua equipe.
Desde que assumiu o cargo, o lusitano tem focado seu trabalho em implantar um sistema ofensivo de jogo pautado na marcação-pressão sem a bola e nas linhas altas dos zagueiros — ocupando quase que totalmente o campo de defesa do adversário com os jogadores de linha. Exceção ao clássico com o Palmeiras, no Allianz Parque, a tática deu certo, porém a equipe tem demonstrado dificuldades em manter o ritmo no segundo tempo.
Foi, por exemplo, o que aconteceu no duelo de quartas de final do Paulistão diante do Guarani. Naquela ocasião, o Corinthians foi para o intervalo dominando o adversário e com um gol de vantagem no marcador. Na volta do intervalo, no entanto, o estilo de jogo do Timão não encaixou, o Bugre empatou a partida e levou a decisão para os pênaltis.
Levando em consideração todos os cinco jogos do Corinthians sob a gestão da nova comissão técnica, a equipe finaliza menos nos 45 minutos finais das partidas (em média 9,2 chutes a gol na etapa final contra 4,6 nos segundos tempos) e passa a ter mais posse de bola na etapa final (272 contra 310, em média). Na prática, o time tem dado claros sinais de cansaço físico e, por isso, não mantém o ritmo.
O diagnóstico interno é de que a tal intensidade tão pedida por Vítor Pereira ainda não foi completamente compreendida pelo elenco. Há momentos em que o time acelera muito o jogo, como aconteceu diante da Ponte Preta, e há momentos em que o Corinthians recua mais do que o necessário e não consegue se impor diante dos adversários.
"Espero que os jogadores mais novos cresçam, em termos de maturidade tática também, e possam ajudar a mesclar a experiência que temos com a juventude sem perder a qualidade. Preciso que eles evoluam, que tenham tempo de jogo e confiança, que comecem a maturar taticamente", afirmou Vítor Pereira após a conquista da vaga à semifinal do Paulistão.
Hoje, no Morumbi, o desafio é gigantesco. Afinal, enquanto o Corinthians ainda vive seu processo de construção e tenta consertar a intensidade durante os 90 minutos de jogo, o São Paulo de Rogério Ceni passa por um momento de afirmação. Além disso, o Majestoso acontece em jogo único e com mais de 50 mil tricolores nas arquibancadas do Morumbi.
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