No último dia 27 de agosto, a diretoria do Corinthians promoveu uma reunião no Parque São Jorge com representantes da SAFiel, visando discutir o potencial projeto de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para o clube. O encontro teve a participação do presidente Osmar Stabile e de outros dirigentes, incluindo membros dos conselhos deliberativo, fiscal e de orientação.
Durante a reunião, Osmar Stabile enfatizou a necessidade de seguir todos os trâmites internos antes de qualquer decisão sobre a implementação da SAF. O presidente ressaltou que a proposta deverá ser aprovada pelos conselhos e pelos associados, em respeito aos processos legais e administrativos do clube.
Eduardo Salusse, um dos fundadores da SAFiel, afirmou que o encontro teve como principal objetivo esclarecer dúvidas e mitigar resistências em relação ao projeto. Ele destacou que as questões levantadas serão coletadas e respondidas nos próximos dias, permitindo um diálogo mais aberto entre as partes envolvidas.
A reunião, que durou cerca de quatro horas, foi descrita como cordial e produtiva. Os dirigentes do Corinthians expressaram suas preocupações sobre aspectos financeiros e legais do projeto, enquanto os representantes da SAFiel se comprometeram a responder a todas as indagações apresentadas, buscando construir um entendimento mútuo.
O vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, também avaliou positivamente o encontro, ressaltando a importância de esclarecer os pontos que ainda geram incertezas. Ele alertou para a necessidade de uma comunicação cuidadosa, uma vez que as expectativas dos torcedores podem ser impactadas por informações mal interpretadas sobre a proposta da SAF.
A SAFiel, formada em fevereiro de 2025, propõe um modelo de gestão onde os torcedores se tornariam acionistas do Corinthians. O projeto prevê a criação de uma entidade que seria responsável pela reestruturação financeira do clube, incluindo a dívida da Neo Química Arena e investimentos em infraestrutura.
Os fundadores da SAFiel estimam captar entre R$ 1,6 bilhão e R$ 2,5 bilhões para modernizar as operações do Corinthians. O montante seria crucial para pagar dívidas existentes e financiar melhorias nas categorias de base, reforços no elenco e na administração do clube, que atualmente enfrenta um passivo de aproximadamente R$ 2,7 bilhões.
Com a proposta ainda em discussão, os próximos passos incluem a coleta de feedback dos torcedores e a avaliação minuciosa das implicações legais e financeiras do projeto. A transparência e a participação dos associados serão fundamentais para o sucesso dessa iniciativa.
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