22/7/2026 18:15
Caso Nike em jogo: defesa de vice do Corinthians insiste em afastar promotor do MP
A defesa de Armando Mendonça, vice do Corinthians, reforçou o pedido de suspeição do promotor Cassio Conserino. O membro do MP reage e cobra a Justiça.
A batalha jurídica travada nos bastidores do Parque São Jorge ganhou contornos de pura tensão e coloca a validade do processo criminal totalmente em jogo. A defesa de Armando Mendonça, segundo vice-presidente do Corinthians, confirma que apresentou uma nova manifestação à Justiça paulista reforçando a necessidade rústica de declarar a suspeição do promotor Cassio Conserino, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O dirigente responde por apropriação indébita e furto qualificado envolvendo o suposto sumiço de 131 itens de material esportivo da Nike no CT Joaquim Grava.
O escritório que representa o cartola reage às declarações recentes do membro do MP e contesta a postura adotada pela acusação. A defesa alega que Conserino evitou responder ao centro do impasse — como a condução solo de investigações paralelas e sua atuação ostensiva em temas de política interna do clube —, preferindo recorrer a ironias. Paralelamente, o promotor dispara contra os advogados e exige a retirada imediata de fotos de seu filho de seis anos e de sua esposa, anexadas ao processo a partir de postagens públicas do Instagram.
— A defesa admite a relevância da discussão e cobra serenidade do Ministério Público como órgão de Estado. O membro do MP nos desafia com ataques retóricos, mas a concentração de inquéritos sob sua tutela e a condução de procedimento paralelo sem ciência da defesa violam as garantias fundamentais do processo. Não há nenhum acordo travado para aceitar a permanência de quem atua sem a devida neutralidade — dispara o trecho da manifestação protocolada pelos advogados do dirigente.
A resposta do integrante do MP-SP foi imediata e de tom ríspido. Conserino classifica a atitude da banca de advogados como "incompatível com a nobreza da advocacia" e confirma ter acionado o juízo alegando violação direta às diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O promotor sustenta que a menção à sua condição de torcedor é frágil e nega qualquer vínculo com a sede social ou com os investigados, alegando ser apenas integrante do plano Fiel Torcedor.
O tribunal agora avalia se aceita o processamento do incidente de suspeição que pode anular a peça acusatória. Enquanto o racha jurídico corre nas varas criminais da capital, o Corinthians admite o desgaste institucional causado pelo rastilho de apurações — que envolve desde o uso de cartões corporativos até retiradas milionárias do caixa alvinegro —, provando que a disputa do material humano nos tribunais ainda vai ditar o ritmo da política corinthiana em 2026.
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