Impossibilitado de registrar novos reforços na janela de transferências devido aos três transfer bans ativos na Fifa e na CNRD, o Corinthians apostou todas as suas fichas no trabalho de campo durante os 50 dias de intertemporada da Copa do Mundo de 2026. No CT Joaquim Grava, o técnico Fernando Diniz aproveitou o período sem jogos oficiais para moldar o elenco à sua filosofia, promover testes táticos e corrigir gargalos na criação ofensiva e na saída de bola.
Com a única dúvida do grupo gravitando em torno do "sim" final do atacante holandês Memphis Depay para a renovação contratual, Diniz focou na evolução coletiva dos atletas disponíveis. A reportagem detalha abaixo os cinco pilares fundamentais trabalhados pela comissão técnica para a reestreia do Timão no Campeonato Brasileiro contra o Remo.
Marca registrada das equipes de Fernando Diniz, o jogo de passes curtos e agrupamento em um dos setores do campo foi exaustivamente repetido nos treinos. Nesse cenário, o jovem meia Breno Bidon ganhou papel de protagonista absoluto: o garoto tem atuado com liberdade total de movimentação para flutuar pelos dois lados do gramado, aproximar-se dos portadores da bola e ditar o ritmo de distribuição das jogadas.
Ciente de que o volante André está valorizado e muito próximo de ser negociado com a Juventus, da Itália, Diniz testou alternativas para o setor de articulação. A principal novidade foi o adiantamento de Matheus Pereira. O meio-campista passou a atuar como um meia mais avançado, pisando na área adversária para auxiliar na construção final — posição em que se destacou ao marcar o único gol alvinegro no amistoso contra o Cascavel.
A velocidade e a qualidade do primeiro passe ao sair do campo de defesa receberam atenção especial. O jovem zagueiro João Pedro Tchoca passou por um processo intensivo de orientação individual com Diniz. Além disso, o treinador testou o volante Raniele recuado entre os zagueiros, formando uma saída em linha de três — mecanismo tático semelhante ao utilizado por Dorival Júnior para dar liberdade total de avanço aos dois laterais.
Internamente, a comissão técnica avalia que o aproveitamento do ataque está aquém do potencial do grupo: sob o comando de Diniz, o Corinthians anotou 20 gols em 16 partidas. Para corrigir o número, sessões diárias de finalização de média e curta distância foram aplicadas ao grupo, cobrando maior participação dos meio-campistas e pontas nos quadros de artilharia do clube.
Por fim, a comissão técnica reforçou a premissa de que a recomposição sem a bola é responsabilidade de todos, adotando a metáfora de que o time precisa atuar com "11 goleiros em campo". A meta é resgatar o encaixe de marcação visto no mês de abril, quando o Corinthians engatou uma sequência invicta de sete partidas sem sofrer gols entre Brasileirão, Copa do Brasil e Copa Libertadores.
E aí, torcedor do Timão? Acredita que o Dinizismo vai funcionar no Corinthians pós-Copa mesmo sem reforços? O Raniele rende bem como zagueiro? Deixe seu comentário abaixo e participe do debate!
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