Em meio a um cenário sufocante nos bastidores econômicos do Parque São Jorge, a diretoria do Corinthians deu um passo importante para amenizar a tensão com o elenco profissional masculino nesta reta final de intertemporada. No fim da tarde da última segunda-feira (20), a gestão do presidente Osmar Stabile quitou os direitos de imagem referentes ao mês de maio que estavam atrasados com os jogadores do plantel principal.
A mobilização da cúpula alvinegra cumpriu a promessa feita aos líderes do vestiário durante uma reunião tensa no CT Joaquim Grava na semana passada. A quitação cai como um alívio fundamental de bastidor a apenas três dias da reestreia do Timão no Campeonato Brasileiro, marcada para esta quinta-feira (23), às 19h30, contra o Remo, na Neo Química Arena. A informação do pagamento foi antecipada pelo portal Meu Timão e confirmada pela reportagem.
Apesar do alívio momentâneo nas finanças dos atletas, o incêndio político e financeiro está longe de ser apagado. Isso porque a parcela dos direitos de imagem referente ao mês de junho venceu exatamente nesta segunda-feira (20) e não foi paga. A diretoria corintiana trabalha contra o relógio em busca de novos aportes de caixa para tentar liquidar essa nova pendência nos próximos dias e evitar novas rusgas com o grupo comandado por Fernando Diniz.
Os atrasos recorrentes no pagamento de salários, luvas e direitos de imagem a atletas e funcionários tornaram-se uma rotina incômoda no Parque São Jorge ao longo de 2026. A instabilidade reflete o momento mais delicado da história financeira do clube, que atualmente ostenta uma dívida bruta estimada em estrondosos R$ 2,7 bilhões.
Os números contábeis do primeiro quadrimestre de 2026 expõem a gravidade da sangria. O Corinthians registrou um déficit operacional de R$ 168 milhões entre janeiro e abril — marca impressionante que ficou 130% acima de todo o rombo orçamentário previsto e aprovado pelo Conselho Deliberativo no fim de 2025.
Como consequência direta do calote sistemático a clubes e empresários, o futebol do Corinthians encontra-se totalmente paralisado na janela de transferências deste mês de julho. O clube acumula três transfer bans ativos — dois aplicados diretamente pela Fifa e um terceiro referente ao não pagamento da quinta parcela de um acordo na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Sem poder registrar novos reforços no BID, o técnico Fernando Diniz é obrigado a recorrer às categorias de base e ao retorno de atletas do departamento médico para tentar embalar no Brasileirão.
E aí, torcedor do Timão? A diretoria fez o mínimo ao pagar o mês de maio ou essa crise financeira recorrente inviabiliza o trabalho do Fernando Diniz no segundo semestre? Deixe seu comentário abaixo e participe do debate!
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