O relógio corre de forma implacável contra o Corinthians nos bastidores do Parque São Jorge. A menos de duas semanas para o encerramento oficial do vínculo do atacante holandês Memphis Depay, agendado para o próximo dia 31 de julho de 2026, as negociações por uma renovação contratual estão completamente travadas. Um misto de asfixia financeira e um erro burocrático inacreditável da diretoria azedaram a relação com o staff do jogador.
Conforme apuração do portal UOL, o principal entrave na mesa de negociações é uma dívida de R$ 45 milhões que o Alvinegro acumulou com o camisa 94 ao longo do contrato. Esse montante pode romper a barreira dos R$ 50 milhões caso as partes cheguem a um denominador comum para o parcelamento da pendência. Para piorar o cenário de desgaste, o Corinthians apresentou uma proposta de extensão contratual que prevê uma redução salarial drástica em comparação aos vencimentos atuais do craque.
Se o fator financeiro já era complexo, a gota d'água para o distanciamento de Memphis foi uma trapalhada jurídica do departamento de futebol. O Corinthians registrou o contrato inicial do atleta com vencimento para 20 de junho de 2026, quando o correto seria 31 de julho. Para completar a gafe, o clube perdeu o prazo legal (que expirou 30 dias antes da data grafada erroneamente) para retificar a informação no sistema da CBF.
O erro crasso provocou profunda irritação nos representantes jurídicos do holandês, que passaram a adotar uma postura de extrema cautela e exigência nas conversas. Nos corredores do Parque São Jorge, a ala política do clube já considera a permanência de Memphis como "quase impossível". No entanto, o departamento de futebol adota um tom mais equilibrado e avalia em 50% as chances de fico, apostando no protagonismo esportivo e nos laços sociais e musicais que o atleta desenvolveu no Brasil para sua pós-carreira.
Independentemente de o atacante de 32 anos aceitar ou não a renovação, o Corinthians precisa sanar a dívida milionária para evitar novos processos na Fifa e possíveis novos transfer bans. Diante de cofres vazios, o departamento financeiro corre contra o tempo para estruturar uma operação de crédito semelhante à adotada no início do ano para quitar os débitos com o Talleres-ARG pela compra do meia Rodrigo Garro.
Naquela oportunidade, o Alvinegro recorreu à empresa Outfield, que adiantou os R$ 36 milhões devidos aos argentinos, transformando o calote em uma dívida bancária parcelada em 36 vezes, com juros na casa de 1% ao ano mais CDI. A diretoria busca no mercado uma nova operadora financeira disposta a capitanear o mesmo modelo para os R$ 45 milhões de Memphis, tentando alongar o perfil do endividamento enquanto o jogador já realiza um cronograma físico e mental focado em sua provável despedida do futebol brasileiro.
E aí, torcedor do Timão? A diretoria cometeu um erro imperdoável com o Memphis ou o clube está certo em propor uma redução salarial drástica para manter a saúde dos cofres? Deixe seu comentário abaixo e participe do debate!
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