29/6/2026 16:24
Fernando Diniz foca em treino de bolas paradas como nova força do Corinthians
Com nove gols de bola parada em 2026, Fernando Diniz aproveita os 25 dias de intertemporada para fazer o Corinthians repetir o rústico sucesso de 2025.
O Corinthians acionou o modo de vigilância máxima nos bastidores do CT Joaquim Grava durante a pausa do calendário para a Copa do Mundo. Sob o comando ríspido de Fernando Diniz, a comissão técnica confirma o foco absoluto em um fundamento que já salvou a pele do clube no passado: a bola parada. Com apenas nove gols anotados dessa forma em 2026, a ordem no Parque São Jorge é ralar o joelho no gramado para resgatar a assustadora eficiência humana e tática que marcou a temporada anterior.
Em 2025, o Corinthians foi uma máquina rústica pelo alto. Desconsiderando as cobranças de pênalti, o Alvinegro balançou as redes adversárias em 25 oportunidades através de faltas e escanteios. Esse desempenho implacável foi o fator determinante para o clube superar o impasse em clássicos e despachar Palmeiras e Cruzeiro no mata-mata da Copa do Brasil. Agora, Diniz admite a necessidade de evolução e aproveita a valiosa brecha de 25 dias sem jogos oficiais para blindar o elenco e ajustar o posicionamento defensivo e ofensivo.
O atual mapa de calor do Timão aponta que dois nomes carregam o protagonismo dessa engrenagem. O meia Rodrigo Garro e o zagueiro Gustavo Henrique são os operários mais eficientes do quesito até aqui. O armador argentino desafia as retrancas e soma cinco assistências precisas em levantamentos na área, enquanto o defensor de 1,96m funciona como a principal torre de destruição, acumulando três gols e passes vitais para os companheiros — como ocorreu na Copa do Brasil e na Libertadores diante de Peñarol e Santa Fe.
A diretoria alvinegra sabe que a saúde financeira e o prestígio esportivo da temporada estão completamente em jogo no segundo semestre. Vivo nas oitavas da Libertadores, na Copa do Brasil e precisando reagir de forma drástica no Campeonato Brasileiro, o Corinthians se agarra a essa intertemporada como um divisor de águas. O treinador cobra repetição exaustiva dos atletas, ciente de que calibrar a pontaria de Garro e a impulsão rústica da zaga é o caminho mais curto para tirar o clube do sufoco e brigar por títulos grandes a partir de julho.
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