24/6/2026 16:54
Comissão de Ética exige documentos sobre irmão de Duílio Alves.
A Comissão de Ética do Corinthians deu sete dias para a diretoria de Osmar Stabile enviar documentos da notícia-crime que acusa Adriano Alves de fraude ríspida.
O turbulento ambiente político do Parque São Jorge ganhou contornos ainda mais ríspidos. A representação ético-disciplinar que pede o afastamento cautelar do conselheiro Adriano Monteiro Alves — irmão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves — entrou em compasso de espera. Em despacho contundente, o presidente da Comissão de Ética e Disciplina (CE), Leonardo Pantaleão, freou o ímpeto dos denunciantes e contesta a falta de robustez nas provas atuais. O órgão se recusa a tomar uma decisão no escuro e deu um ultimato à alta cúpula alvinegra.
Nos bastidores, a movimentação foi vista como um freio de arrumação na guerra política que consome o clube. Pantaleão admite que os fatos narrados são de extrema gravidade, mas classificou como insuficiente o bolo de recortes de jornais e posts de redes sociais anexados pelo Coletivo Família Corinthians. Diante do impasse, a CE abriu prazo de sete dias para que a gestão do presidente Osmar Stabile apresente toda a papelada oficial da denúncia e explique qual o real estágio da investigação policial antes que o pescoço do conselheiro seja colocado na guilhotina interna.
A acusação que está em jogo é pesada e nasceu nas entranhas da própria atual diretoria. Em março deste ano, o clube registrou uma notícia-crime rústica no 52º DP da capital paulista contra Adriano Monteiro Alves. O texto aponta para uma suposta fraude estruturada e tentativa de estelionato. O conselheiro é acusado de usar sua cadeira na Comissão de Marketing e o peso do sobrenome do irmão ex-mandatário para dar um falso selo institucional a uma negociação privada, tudo por trás dos panos, durante o desenvolvimento do aplicativo "Universo SCCP".
O que causa estranheza e ferve o caldeirão político é que, embora tenha acionado a polícia, Osmar Stabile ainda não disparou nenhuma representação formal dentro dos órgãos de controle do próprio clube. A Comissão de Ética confirma que segue sem acesso à íntegra do boletim de ocorrência e avisa: o despacho atual não significa o arquivamento ou a absolvição do acusado, mas sim um rito de passagem obrigatório. O Corinthians agora corre contra o relógio do prazo judicializado, ciente de que o desfecho dessa cobrança vai ditar o tom das alianças e das rupturas no Conselho Deliberativo.
VEJA TAMBÉM
- Gaviões da Fiel leva o espírito do do Corinthians para os EUA em jogo do Brasil!
- Nova chance! Hugo Farias e João Pedro Tchoca tentam cavar espaço nos titulares de Fernando Diniz.
- Decisão na Copa do Mundo! Brasil x Escócia; Confira onde assistir
402 visitas - Fonte: -
Mais notícias do Corinthians
Notícias de contratações do Timão
Notícias mais lidas