23/6/2026 18:07

Investigado pelo MP, presidente do Corinthians adia depoimento sobre caso de segurança.

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, adiou o depoimento ao MP sobre o caso Mega. A defesa do empresário alega que a firma foi criada por ordem do clube.

Investigado pelo MP, presidente do Corinthians adia depoimento sobre caso de segurança.
O turbulento cenário político e jurídico do Corinthians ganhou novos desdobramentos ríspidos nesta terça-feira. O depoimento do presidente alvinegro, Osmar Stabile, no inquérito que apura as supostas irregularidades na contratação da Mega Assessoria Operacional Ltda., foi oficialmente adiado. O mandatário, que passou a figurar formalmente como investigado no procedimento desde o início do mês, apresentou um pedido de remarcação à Promotoria alegando "compromissos institucionais". A manobra humana de defesa dá um fôlego momentâneo ao dirigente, mas o impasse nos bastidores está longe do fim.

Se a agenda de Stabile travou a oitiva do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a manifestação da defesa de Fernando José da Silva, proprietário da Mega, colocou ainda mais lenha na fogueira. Em documento enviado à Justiça, os advogados do empresário disparam uma tese incômoda: afirmam que a firma não nasceu por capricho e sim por uma "ordem institucional direta" da própria presidência do clube para regularizar pagamentos de segurança logo após a queda de Augusto Melo, em maio de 2025.

Para tentar livrar o cliente do fantasma de comandar uma empresa de fachada, a defesa anexou ao processo comprovantes de Pix que somam R$ 620.445 distribuídos a colaboradores rústicos entre agosto e dezembro daquele ano. A alegação é que a contabilidade era regular e que as notas fiscais confusas de "consultoria econômica" e "vigilância" foram corrigidas em maio deste ano, justificando o pedido de arquivamento do caso.

O escândalo em jogo envolve cifras pesadas e um rastro administrativo amador. Ao todo, três notas fiscais totalizaram R$ 676,6 mil por serviços prestados no CT e no Parque São Jorge em 2025 — tudo feito sem contrato assinado e sem a devida autorização da Polícia Federal para atuar com segurança privada. Stabile confirma que chamou o empresário para reestruturar a segurança após a invasão do andar presidencial por apoiadores do ex-mandatário, mas contesta ter pedido a abertura da empresa, classificando o episódio como um mero erro administrativo. Com acusações de falsidade ideológica e furto na mesa, o destino da gestão segue sob ríspido monitoramento da Promotoria.


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