18/6/2026 16:22
Bastidores fervendo: Líder da Gaviões quer intervenção judicial para limpar o Corinthians.
Em desabafo ríspido sobre a crise no Corinthians, Alê, presidente da Gaviões da Fiel, apoia intervenção judicial e desafia diretoria sobre projeto da SAFiel.
O clima político nos bastidores do Corinthians atingiu o ponto de ebulição nesta quinta-feira (18). Alexandre Domenico Pereira, o Alê, presidente da Gaviões da Fiel, utilizou suas redes sociais para disparar duras críticas à atual gestão do clube. A manifestação ríspida acontece apenas dois dias após conselheiros vitalícios conseguirem uma liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que resultou em um acordo travado e na suspensão da Assembleia Geral que votaria a reforma do Estatuto alvinegro. Diante do cenário, Alê foi categórico: admite que perdeu a fé na autorreforma e declarou apoio a uma intervenção judicial no Timão.
Com o futuro do clube em jogo, o líder da maior torcida organizada corinthiana fez um verdadeiro desabafo sobre o atual modelo associativo do Parque São Jorge, afirmando que o sistema faliu para proteger interesses particulares. "Cheguei à conclusão, com enorme tristeza, de que não existe mais solução confiável vinda desse modelo que tomou conta do Corinthians", desabafou. Para Alê, a intervenção via Ministério Público (MP-SP) surge como o único caminho viável para romper contratos obscuros. "Ela poderia limpar toda a sujeira que foi jogada para debaixo do tapete ao longo de todos esses anos", sustentou.
Além de cobrar uma faxina administrativa, o presidente da Gaviões desafia abertamente a diretoria e os conselheiros céticos a darem andamento ao projeto da SAFiel — proposta que pretende captar R$ 2,5 bilhões junto a torcedores-acionistas para gerir o futebol. Em tom provocativo, Alê questionou o receio da cúpula alvinegra em assinar o termo não vinculante. Se a convicção de que o plano é inviável é tão grande, por que não escancaram isso ao mercado? O mandatário sugere que o verdadeiro medo dos cartolas é a obrigação de adotar parâmetros de transparência e profissionalismo, algo que ameaçaria os velhos privilégios da sede social. Embora tenha feito questão de frisar que a opinião é de cunho pessoal (via CPF) e não uma nota oficial da entidade, o posicionamento de Alê contesta a blindagem política do clube e joga ainda mais combustível na crise corinthiana em pleno 2026.
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