18/6/2026 14:26
Rombo no caixa! Corinthians fecha abril com déficit de R$ 168 milhões após barrar vendas.
O Corinthians apresenta balancete com déficit de R$ 168 milhões em abril de 2026 após recusar propostas da Europa por Yuri Alberto, Hugo Souza e André.
O Corinthians apresentou o seu balancete financeiro referente ao mês de abril de 2026, e os números acenderam o sinal de alerta no Parque São Jorge. O clube revelou um déficit asfixiante de R$ 168 milhões, valor que supera em impressionantes 130% a previsão inicial da diretoria, que era de R$ 72,9 milhões para o período. Nos bastidores, a cúpula alvinegra admite que o principal fator para o tombo contábil foi a ausência de receitas com transferências de atletas nos primeiros quatro meses do ano.
Essa escassez de negócios foi, na verdade, uma cartada de risco da gestão, que priorizou o desempenho esportivo na Conmebol Libertadores em detrimento da saúde do caixa. Durante o primeiro quadrimestre, a diretoria bateu o pé e recusou propostas pesadas do exterior: rechaçou 18 milhões de euros do Fenerbahçe por Yuri Alberto, negou 10 milhões de euros do Besiktas pelo goleiro Hugo Souza e, em março, viu um acordo travado com o Milan, que ofereceu 17 milhões de euros pelo volante André.
O relatório financeiro expõe o tamanho do impacto dessa decisão ríspida: caso o clube tivesse cedido ao assédio europeu, o prejuízo acumulado despencaria para R$ 54,4 milhões. Diante do sufoco, o cenário muda de figura para o segundo semestre. O Corinthians se vê obrigado a recalcular a rota e já desenha um plano de ataque para a janela de transferências, que abre entre 20 de julho e 11 de setembro. A meta agora é agressiva: arrecadar 25 milhões de euros líquidos com saídas de jogadores para estancar o sangramento do caixa.
No lado das receitas, o Timão até registrou fôlego entre janeiro e abril, alcançando uma receita operacional bruta de R$ 273,1 milhões. O montante foi sustentado pelo trio de ferro da Neo Química Arena: os patrocínios injetaram R$ 91,2 milhões, os direitos de transmissão somaram R$ 81,7 milhões e a bilheteria garantiu R$ 37,1 milhões.
Por outro lado, as despesas operacionais acompanharam o ritmo e bateram R$ 272,1 milhões, impulsionadas por uma folha salarial que consumiu R$ 198 milhões. Gastos extras e não recorrentes — como premiações da Copa do Brasil e parcelas atrasadas da compra do zagueiro Félix Torres — adicionaram ainda mais complexidade ao quadro. Com o prestígio político e esportivo em jogo, a próxima janela virou um verdadeiro divisor de águas para equilibrar as finanças sem desmanchar a competitividade tática de Fernando Diniz.
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