16/6/2026 17:54

Comissão de Ética do Corinthians cobra Stabile por denúncia contra conselheiros

O presidente da Comissão de Ética do Corinthians, Leonardo Pantaleão, interpelou Osmar Stabile e deu 5 dias para o mandatário explicar grave acusação contra conselheiros.

Comissão de Ética do Corinthians cobra Stabile por denúncia contra conselheiros
O clima político nos bastidores do Corinthians voltou a atingir o ponto de ebulição. O presidente da Comissão de Ética e Disciplina do clube, Leonardo Pantaleão, enviou nesta terça-feira um despacho ríspido ao presidente Osmar Stabile. O documento exige explicações imediatas sobre uma declaração explosiva do mandatário, que colocou sob suspeita a idoneidade do Conselho Deliberativo e abriu um verdadeiro racha institucional no Parque São Jorge.

O impasse começou no início de junho, quando Stabile disparou em entrevista à TMC que "cada conselheiro tem um contrato embaixo do braço". A gravidade da insinuação sobre supostos vínculos diretos ou indiretos com o clube acionou o alerta da Comissão. Pantaleão confirma no despacho que a amplitude da fala jogou uma nuvem de desconfiança na segurança institucional do Corinthians. Agora, o mandatário tem um prazo de cinco dias para dar nomes aos bois, detalhar valores, vigência e objetos de cada instrumento jurídico mencionado.

A cobrança põe a governança do clube em jogo e o texto deixa claro que o expediente, por ora, tem caráter informativo. No entanto, a pressão sobre Stabile é enorme, já que ele precisa esclarecer se o comentário teve base em fatos específicos ou se foi apenas um ataque genérico.

Este é o quarto incêndio político que Stabile precisa apagar na Comissão de Ética apenas em 2026. O presidente já havia tentado afastar Romeu Tuma Júnior da presidência do Conselho por supostas ameaças, mas o acordo travado na investigação ocorreu porque o próprio Stabile sumiu e não entregou os vídeos de prova pedidos pela Justiça interna.

Para piorar a situação, o dirigente ainda contesta dois pedidos de impeachment que tramitam de forma paralela no órgão. O primeiro envolve o uso irregular do Parque São Jorge como garantia com a Fazenda Nacional; o segundo investiga fraudes na contratação de empresas de segurança. Diante do cerco fechado, o chefe do Executivo alvinegro se vê obrigado a responder à interpelação se quiser evitar que a crise engula de vez o seu mandato.


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