12/6/2026 18:27
Conselheiros acionam o TJ-SP para melar Assembleia do Corinthians
Conselheiros vitalícios do Corinthians protocolaram agravo no TJ-SP exigindo a suspensão da Assembleia Geral do dia 20 de junho, acirrando o impasse político.
O caldeirão político no Parque São Jorge ganhou mais um capítulo ríspido nesta sexta-feira (12). Inconformados com a recente derrota na primeira instância, os conselheiros vitalícios Ademir Benedito, Guilherme Strenger e Alexandre Husni protocolaram um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O trio contesta a validade do processo e exige, em caráter de urgência, a suspensão da Assembleia Geral de associados, marcada para o próximo dia 20 de junho, que pretende votar a reforma estatutária do clube. Há um evidente temor de que novos litígios tragam ainda mais insegurança jurídica ao Timão.
A investida do grupo ocorre poucos dias após o juiz Rafael Viotti Schlobach, da 3ª Vara Cível do Tatuapé, ter negado a liminar inicial. Para os vitalícios, o magistrado partiu de uma premissa equivocada. Eles alegam que o Conselho Deliberativo apenas reconheceu a necessidade de reforma em 2025, mas jamais aprovou um texto-base definitivo. Nos bastidores, a oposição argumenta que o projeto sequer passou pelo crivo do Conselho de Orientação (Cori), órgão que detém a competência exclusiva para propor alterações no estatuto. O grupo admite que levar a pauta diretamente aos associados, ignorando a rejeição prévia dos conselheiros em abril, configura um vício insanável que coloca o futuro institucional do clube em jogo.
A disputa pelo controle das regras do clube se arrasta em um vaivém jurídico ríspido desde o início do ano. Entre decisões que já derrubaram assembleias anteriores e liminares recentes que garantiram o direito de voto a sócios com menos de cinco anos de casa, o ambiente político se mostra completamente fragmentado. Enquanto a atual gestão confirma o evento para o dia 20 no formato assinado pelo presidente do CD, a oposição dispara contra o que chama de atropelo estatutário. Agora, o processo está no setor de triagem do TJ-SP e aguarda a análise do desembargador Maurício Campos da Silva Velho, que dará a palavra final enquanto a torcida cobra pacificação e estabilidade administrativa.
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