28/5/2026 19:26
Duilio Monteiro Alves admite uso de cartão, contesta o MP e abandona o Corinthians
O ex-presidente Duilio Monteiro Alves renunciou ao cargo de conselheiro vitalício do Corinthians após virar réu por uso de cartão corporativo e apropriação indébita.
O expediente político no Parque São Jorge ganhou contornos de pura demolição institucional. O ex-presidente do Corinthians, Duilio Monteiro Alves, utilizou suas plataformas digitais para anunciar sua renúncia em caráter definitivo ao título de sócio remido, além de abrir mão de sua cadeira como conselheiro vitalício. A debandada histórica ocorre no epicentro de uma ríspida crise de governança que assombra o clube desde o seu mandato, que durou de 2021 a 2023, colocando o futuro político de Itaquera totalmente em jogo.
Nos bastidores da Justiça paulista, o cerco contra o ex-mandatário fechou de vez. A decisão drástica de Duilio é uma resposta direta à ralação provocada por graves acusações do Ministério Público. A promotoria confirma a investigação sobre o uso indevido de cartões corporativos do clube para despesas estritamente pessoais, que somaram um rombo ruidoso de R$ 41.822,62. O roteiro repete o escândalo recente que culminou na expulsão ríspida de Andrés Sanchez, gerando um imenso impasse sobre a lisura com que as diretorias trataram as contas alvinegras nos últimos anos. O ex-dirigente se defende, contesta o MP e jura que os gastos tiveram cunho estritamente institucional.
Em sua carta aberta, Duilio admite o racha ético na estrutura associativa do clube, embora faça questão de lembrar que entregou a cadeira com balanços auditados e superávits consecutivos. O ex-dirigente aproveitou o texto para disparar contra o imobilismo da cúpula atual e cobra uma discussão séria sobre a transformação do clube em uma SAF, alertando que o atraso administrativo pode sufocar o futuro de uma instituição que move mais de 35 milhões de torcedores. Ele desafia os conselheiros e afirma que o rombo financeiro explodiu de forma irresponsável após a sua saída do poder.
A situação jurídica do ex-mandatário é ruidosa e dramática, com o MP exigindo ressarcimento por danos materiais. Ao optar pela saída pacífica, Duilio tenta frear a ríspida criminalização de atos corriqueiros da política interna do Parque São Jorge. Com o tabuleiro eleitoral totalmente bagunçado por esse gesto de desapego, o Corinthians agora reage contra o relógio para restabelecer a ordem na mesa do Conselho, ciente de que a polarização excessiva continuará sangrando a imagem do clube enquanto novas diretrizes para o estatuto não forem votadas.
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