Os processos envolvendo associados que invadiram a sala da presidência do Corinthians em tentativa de retomada de poder seguem parados na Comissão de Ética. Apesar de alguns casos estarem prontos para julgamento, não houve desfecho até o momento.
Enquanto os processos relativos aos conselheiros avançaram para julgamento, os associados permanecem sem decisão. A situação causa estranheza, já que os procedimentos contra sócios possuem menos formalidades e não dependem de apreciação do Conselho Deliberativo.
Segundo relatos, os casos estariam “engavetados” em razão de um acordo político envolvendo Osmar Stabile, presidente alvo da invasão, além de lideranças do grupo “União dos Vitalícios” e figuras ligadas à “Renovação e Transparência” e ao Centrão. O objetivo seria proteger associados vinculados a esses grupos, muitos deles engajados em campanhas internas e detentores de informações sensíveis.
Entre os acusados estão nomes como Marcos Ragazzi, apontado como mentor do movimento; Alexandre Martin, ex-chefe da segurança do clube; e Fernando Monteiro Alves, acusado de estelionato e alvo de denúncias internas. Outros associados também figuram na lista, como Claudinei Alves e Valmir Costa, ligados à gestão Augusto Melo.
O relator dos casos é o promotor de Justiça Édivon Teixeira Junior. Até o momento, não há previsão de julgamento, mantendo os processos em aberto e levantando questionamentos sobre a transparência institucional do Corinthians.
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