O escritório de advocacia que representa Andrés Sánchez, ex-presidente do Corinthians, publicou nota nesta quarta-feira (27) contestando a decisão que resultou em sua expulsão do quadro associativo do clube. A defesa manifestou "absoluto inconformismo" e prometeu adotar medidas judiciais cabíveis.
Segundo os advogados, o processo foi "marcado por graves irregularidades". Entre as críticas estão o fato de Leonardo Pantaleão ter presidido tanto a Comissão de Ética quanto a sessão do Conselho Deliberativo, além da realização de votação aberta e nominal, em desacordo com o estatuto do clube, que prevê escrutínio secreto.
Na segunda-feira (25), o Conselho Deliberativo aprovou a expulsão de Andrés com 112 votos favoráveis, 49 contrários e seis abstenções. O parecer da Comissão de Ética recomendava unanimemente a saída do ex-presidente.
Andrés foi investigado por uso indevido do cartão corporativo do clube durante sua última gestão (2018-2020). Em 2025, admitiu ter utilizado o cartão para gastos pessoais, reembolsando posteriormente R$ 15 mil. O Ministério Público acusa o ex-dirigente de apropriação indébita continuada e cobra reembolso de cerca de R$ 1,1 milhão.
Andrés presidiu o clube em duas oportunidades: entre 2007 e 2012, período marcado por títulos e pela contratação de Ronaldo Fenômeno, e entre 2018 e 2021, gestão criticada pelo desempenho esportivo e aumento da dívida.
Agora, a defesa busca anular a decisão e garantir o devido processo legal, enquanto Andrés segue cumprindo medidas cautelares impostas pela Justiça.
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