O Corinthians passou por um momento decisivo nesta segunda-feira, ao expulsar Andrés Sanchez do quadro de associados do clube, em uma votação realizada no Parque São Jorge. A medida foi aprovada pelo Conselho Deliberativo, que deliberou sobre o uso irregular do cartão corporativo para despesas pessoais, totalizando 480 mil reais em gastos indevidos entre 2018 e 2021.
Na reunião, 112 dos 167 conselheiros presentes votaram pela expulsão, equivalendo a 67,1% do total, enquanto 49 optaram por não expulsar, resultando em 29,3%. As abstenções somaram 3,6%. O comparecimento foi considerado significativo, com 58,8% da participação dos conselheiros, incluindo membros vitalícios e trienais.
A decisão foi fundamentada em um parecer da Comissão de Ética, que recomendou a expulsão de Andrés Sanchez. O presidente em exercício do Conselho, Leonardo Pantaleão, destacou a autonomia do colegiado para tomar essa decisão sem a necessidade de uma assembleia geral, informando que o ex-presidente será notificado formalmente para que a medida tenha efeito imediato.
No decorrer do dia, o clima em frente ao Parque São Jorge foi marcado por protestos e manifestações de torcedores. Enquanto a votação se aproximava, faixas com mensagens de apoio a Andrés foram rapidamente retiradas, evidenciando a tensão no ambiente. Entretanto, a votação em si transcorreu de forma pacífica, sem incidentes relevantes.
A Comissão de Justiça identificou que o ex-presidente utilizou o cartão corporativo para despesas pessoais, como aquisições de itens de luxo, refeições e hospedagens. Andrés argumentou não ter agido com má-fé e alegou que houve confusão entre seus cartões, realizando um ressarcimento parcial ao clube.
Este episódio culmina em uma série de investigações que afetam não apenas Sanchez, mas também outros ex-dirigentes do Corinthians. A situação gera um cenário instável para a gestão do clube, que enfrenta desafios em seu relacionamento com a torcida e com a mídia, além de questões judiciais em curso relacionadas ao uso do cartão corporativo.
Com a expulsão, o Corinthians abre um novo capítulo em sua administração, que agora terá que lidar com a repercussão dessa decisão e suas implicações no ambiente político e esportivo interno. Os próximos passos incluem a formalização da notificação e a possível resposta legal de Sánchez, que sinalizou a intenção de contestar judicialmente a decisão.
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