O Corinthians enfrenta dificuldades para concluir o pagamento da dívida com o Talleres, da Argentina, pela contratação do meia Rodrigo Garro. O clube deveria ter quitado o valor até o início de maio, mas entraves jurídicos e internos ligados ao compliance travaram a operação financeira.
O acordo prevê pagamento à vista de US$ 8,5 milhões (cerca de R$ 42 milhões), incluindo juros e encargos. Para viabilizar a quantia, a diretoria liderada por Osmar Stabile recorreu a empréstimo junto à Outfield, empresa especializada em investimentos esportivos. A condenação inicial da Fifa, em fevereiro de 2025, foi de US$ 3,6 milhões, mas o valor aumentou com correções e encargos.
Stabile esteve pessoalmente na Argentina para se reunir com Andrés Fassi, presidente do Talleres, gesto que ajudou a destravar as conversas. O Conselho de Orientação (Cori) já havia dado aval ao plano de pagamento, mas a burocracia interna segue atrasando o desfecho.
Enquanto tenta resolver o caso com o Talleres, o Corinthians sofreu novo transfer ban da Fifa por dívida com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, pela contratação de José Martínez. O débito é de US$ 1,425 milhão, com juros de 15% ao ano. O clube também corre risco de nova sanção por pendência de mais de R$ 6 milhões com o Midtjylland, da Dinamarca, referente à contratação de Charles.
Nos últimos meses, Stabile estruturou um grupo interno para reorganizar as finanças do clube, que já atuou em pendências com Santos Laguna e Matías Rojas. No entanto, os imbróglios herdados da gestão de Augusto Melo seguem impactando o presente do Timão, que precisa resolver rapidamente suas dívidas para evitar novas punições internacionais.
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