22/5/2026 17:31
Polícia Civil não encontra indícios de furto no caso Nike do Corinthians.
A Polícia Civil de São Paulo encerrou o inquérito sobre o suposto desvio de materiais da Nike no Corinthians. Relatório descarta furto e segue para o MP.
O ríspido incêndio político que vinha consumindo os corredores do Parque São Jorge ganhou um balde de água fria vindo das autoridades. A Polícia Civil de São Paulo finalizou o racha das investigações sobre o suposto sumiço e desvios de materiais esportivos da Nike nos depósitos do Corinthians. O relatório final assinado pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva confirma que, após uma ríspida devassa administrativa, a apuração não encontrou qualquer indício de furto qualificado por abuso de confiança ou organização criminosa. O veredito vem após uma ruidosa maratona de depoimentos, onde funcionários do almoxarifado, comerciantes e membros da cúpula alvinegra foram ouvidos.
Nos bastidores, o documento policial serviu para escancarar o amadorismo na gestão do clube, embora afaste o fantasma do crime organizado. A análise do delegado admite graves fragilidades nos processos administrativos e uma ríspida deficiência nos controles internos do fluxo de uniformes, destacando que, entre 2024 e 2025, o setor operava sem um sistema adequado. Contudo, sem provas concretas de dolo, a Polícia põe fim à onda de boatos que implodiu o ambiente interno do Corinthians. Para azedar o caldo da acusação, a Fisia, distribuidora oficial da Nike, disparou que a responsabilidade pela conservação dos produtos era exclusiva do Timão após a entrega, e a análise de vendas na web mostrou apenas itens de coleções pessoais legítimas.
O desfecho do inquérito mexe no tabuleiro político do clube em 2026 e representa um ponto de virada favorável para o vice-presidente Armando Mendonça. Alvo frequente de bombardeio da oposição e citado diretamente no racha interno após auditorias que apontavam inconformidades, o dirigente reage ao encerramento do caso. Mendonça contesta os ataques sofridos ao longo do processo e dispara que a investigação desenhava mais uma armadilha política do que uma busca por melhorias reais.
O destino do acordo travado na delegacia agora repousa na mesa do Ministério Público de São Paulo. Caberá ao promotor analisar o calhamaço de folhas e decidir se o caso será arquivado definitivamente ou se haverá novas diligências. O momento é de extrema sensibilidade: com o elenco focado em buscar reforços táticos no Brasileirão e ainda celebrando o primeiro gol de Zakaria Labyad, o Corinthians cobra calmaria institucional para que o racha político não contamine o vestiário e coloque o desempenho em campo em jogo.
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