Em reunião na última segunda-feira, o Conselho Deliberativo do Corinthians deliberou e aprovou a proposta que possibilita ao atual presidente, Osmar Stábile, concorrer à reeleição nas eleições programadas para dezembro. A decisão, que obteve 46 votos a favor e 30 contra, enfrenta, contudo, a necessidade de validação pela Assembleia de Sócios, que requer a aprovação de dois terços dos associados votantes.
O embate em torno da possibilidade de reeleição de Stábile está vinculado ao seu tempo no cargo, visto que ele assumiu interinamente em 26 de maio e foi eleito indiretamente em 25 de agosto. As normas estatutárias do clube, por sua vez, proíbem a reeleição caso o presidente esteja no poder por mais de 18 meses consecutivos.
A discussão sobre a adoção do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ficou sem definição, uma vez que nenhuma das propostas apresentadas alcançou a maioria necessária. As sugestões que buscavam estabelecer um controle institucional com cláusulas de veto e a exigência de participação mínima de 10% foram reprovadas, resultando em um quadro de abstenções e votos nulos que prevaleceu na votação.
No âmbito político, o Conselho implementou mudanças significativas que poderão impactar a dinâmica interna do clube. A aprovação do sistema eleitoral individual para conselheiros substitui o anterior modelo de chapas proporcionais e assegura a manutenção da reeleição ilimitada para os membros do Conselho Deliberativo.
Em relação à presidência, foi estabelecido um novo formato de eleições em dois turnos, com o objetivo de garantir que o candidato eleito obtenha uma maioria absoluta dos votos. Esses ajustes visam fortalecer a governança do clube e assegurar um direcionamento claro para os próximos anos.
Adicionalmente, o clube decidiu reduzir o período de carência para o exercício do direito ao voto para três anos. O novo Conselho de Ética terá uma composição mista, incluindo membros eleitos e profissionais contratados, enquanto o número total de conselheiros será reduzido.
O Conselho Deliberativo também assumirá a responsabilidade pela gestão do orçamento, estabelecendo um limite percentual em relação aos gastos da diretoria. As novas regras de elegibilidade entrarão em vigor imediatamente em casos de vacância, demonstrando a intenção de uma gestão mais ágil e eficiente.
Finalmente, a publicação de balancetes financeiros a cada dois meses sinaliza um compromisso com a transparência, embora a proposta de criação de um cargo de gerente executivo para a gestão do Parque São Jorge tenha sido rejeitada, mantendo o atual modelo de administração.
117 visitas - Fonte: Tudo Timão