4/5/2026 17:24
20 anos da noite em que o Pacaembu parou o futebol e traumatizou o Corinthians! Relembre!
Há 20 anos, o Corinthians vivia sua pior noite na Libertadores contra o River Plate. Relembre os bastidores do caos no Pacaembu que mudou a segurança no futebol.
O calendário marca 4 de maio de 2026, mas para o torcedor do Corinthians, a mente retrocede duas décadas. Há exatos 20 anos, o Pacaembu era palco de uma "catástrofe" — termo usado pelo então técnico Ademar Braga — que não apenas eliminou um time galáctico da Libertadores, mas dispara, até hoje, discussões sobre segurança e legislação desportiva. A derrota por 3 a 1 para o River Plate, de virada, foi o estopim para cenas de guerra que forçaram o Ministério Público e a Polícia Militar a redesenharem o jogo fora das quatro linhas.
Nos bastidores daquela quinta-feira, o clima de "já ganhou" após o gol de Nilmar ruiu com a virada argentina, selada por um jovem Gonzalo Higuaín. O que se viu a seguir foi um impasse sangrento: centenas de torcedores tentando derrubar o portão do alambrado enquanto a PM reagia com bombas de efeito moral. "Se eu te falar que não tive medo, não estaria falando a verdade", admite o tenente Alexandre Vilariço, que comandou a linha de frente contra a invasão. O episódio feriu 30 pessoas e confirma o Pacaembu como o marco zero da era das torcidas únicas e do isolamento de organizadas.
Para os jogadores, a noite não terminou no apito final aos 37 minutos. Betão, zagueiro daquela equipe, revela o pavor no vestiário enquanto escutavam as explosões do lado de fora. O acordo travado para a saída foi digno de filme policial: estrelas do elenco deixaram o estádio escondidas em camburões da PM, enquanto o restante da delegação ficou sitiado em um hotel até o amanhecer, temendo emboscadas.
Vinte anos depois, as cicatrizes permanecem. O promotor Paulo Castilho contesta a ideia de que foi apenas uma briga: para ele, foi o "divisor de águas" que profissionalizou as federações e criou a Delegacia do Torcedor. Enquanto o Corinthians de 2026 lida com um déficit de quase R$ 100 milhões, o fantasma de 2006 serve como lembrete de que, no futebol, o descontrole administrativo e a violência caminham lado a lado. O trauma do Pacaembu mudou a lei, mudou a polícia, mas o rastro de destruição daquela noite ainda ecoa no peito da Fiel.
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