O Corinthians se vê novamente no centro de uma controvérsia, desta vez envolvendo a gestão de suas finanças. A instância do Ministério Público em São Paulo solicitou uma intervenção judicial em função de irregularidades detectadas nas contas do clube para o exercício de 2025. O promotor responsável pela ação destacou problemas no processo de aprovação, com indícios de uma gestão considerada temerária.
Uma das questões-chave levantadas refere-se à participação de Haroldo Dantas em uma reunião do Conselho Fiscal, onde, segundo o Ministério Público, ele deveria estar impedido por um conflito de interesses. Apesar disso, Dantas atuou e assinou a ata que promoveu a aprovação das contas com ressalvas, levantando preocupações sobre a integridade do processo de fiscalização interna.
O promotor também criticou a atuação do Conselho de Orientação e Inspeção (CORI), que não identificou as irregularidades nem sugeriu ações corretivas necessárias. Além disso, a aprovação das contas pelo Conselho Deliberativo ocorreu em meio a um déficit significativo de R$ 143 milhões e uma dívida que ultrapassa R$ 2,7 bilhões, evidenciando uma falta de responsabilidade fiscal e um descompasso na gestão econômica do clube.
O promotor alertou para a ineficácia dos mecanismos de controle dentro da organização, o que demanda uma ação judicial urgente. Destacou que não foram apresentadas soluções concretas para lidar com a continuidade operacional do Corinthians, bem como estratégias para a redução da dívida acumulada.
Essa nova solicitação será adicionada a um inquérito já em andamento na Justiça, que investiga outras possíveis irregularidades na administração do clube, incluindo o uso inadequado de cartões corporativos. A situação financeira crítica do Corinthians exige um olhar atento do Judiciário, que analisará a documentação e decidirá sobre a viabilidade da intervenção.
117 visitas - Fonte: Tudo Timão