Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, não comparecerá à audiência da Comissão de Ética programada para esta segunda-feira. Sua defesa solicitou o adiamento da reunião, argumentando que a participação, mesmo que virtual, violaria as restrições impostas pela Justiça, que o proíbem de qualquer contato com dirigentes do clube.
A Comissão de Ética, presidida por Leonardo Pantaleão, exigiu que a defesa de Sánchez comprove ter solicitado autorização judicial para sua participação. Sem essa documentação, a audiência será remarcada. A presença do ex-presidente é opcional, e caso ele não compareça, o depoimento anterior prestado à Comissão de Justiça será mantido.
O ex-presidente deverá apresentar documentos que justifiquem as despesas elencadas em faturas que totalizam R$ 190.523,54. A Comissão de Justiça identificou essas cobranças, as quais, segundo seus integrantes, não estão claramente relacionadas às funções administrativas do clube e carecem de comprovação de uso em benefício do Corinthians.
Entre as despesas contestadas estão gastos com serviços de saúde, compras em lojas de móveis e eletrônicos, além de serviços de táxi aéreo. A falta de documentação comprobatória levou a Comissão a suspeitar da legalidade dessas transações durante o mandato de Sánchez, que se estendeu de 2018 a 2020.
Sanchez também enfrenta denúncias do Ministério Público de São Paulo, que incluem apropriação indébita e lavagem de dinheiro. Embora parte das acusações tenha sido rejeitada por uma juíza, o caso segue em análise na esfera do Tribunal de Justiça, levando em conta a gravidade das alegações e potenciais reparações financeiras ao clube.
Além disso, uma nova acusação sobre gastos pessoais no cartão corporativo do Corinthians está sendo investigada. A juíza responsável inicialmente rejeitou algumas das denúncias, mas a situação da apropriação indébita ainda permanece sem resolução, mantendo Sánchez em uma posição vulnerável dentro da estrutura do clube.
Com o processo em andamento, a Comissão de Ética do Corinthians avaliará as evidências e decidirá sobre possíveis sanções ao ex-presidente. Há indícios de que a expulsão do clube pode ser uma das recomendações, um desdobramento que poderia afetar a governança do Corinthians na atual temporada.
O próximo passo após a audiência, caso ocorra, será a apresentação da defesa final de Sánchez, com um prazo de cinco dias estabelecido. As consequências dessa situação não apenas impactam a reputação do ex-presidente, mas também podem influenciar a dinâmica interna e a imagem do Corinthians diante de seus torcedores e parceiros.
135 visitas - Fonte: Tudo Timão