O Corinthians de 2026 segue sendo um time de "faíscas" individuais em meio a um apagão coletivo. O clássico começou com a proposta de Dorival Júnior de controlar a posse em um 2-3-4-1, que surtiu efeito aos 18 minutos: em um contra-ataque letal, Memphis Depay recebeu de Kaio César, limpou a marcação e estufou as redes de Gabriel Brazão. No entanto, a alegria durou apenas três minutos. Um erro crasso de saída de bola de Gabriel Paulista permitiu que Neymar servisse Gabigol, que não perdoou e empatou a partida.
O "Apagão" com Dois a Mais
O segundo tempo na Baixada Santista foi um teste para a paciência da Fiel Torcida:
Falta de Criatividade: Mesmo com as entradas de Rodrigo Garro e Matheus Pereira, o Timão sofreu para furar a retranca santista. A equipe teve a posse, mas abusou de cruzamentos inofensivos.
Cenário de Ouro Desperdiçado: Aos 41 minutos, Luan Peres foi expulso. Logo depois, Vinicius Souza saiu lesionado após o Santos já ter feito as substituições. Com o rival com apenas nove em campo, o Corinthians de Dorival não conseguiu construir uma única chance clara de gol nos acréscimos.
Jejum Preocupante: O resultado mantém o clube sem vencer desde o dia 19 de fevereiro. Com oito pontos em seis rodadas, o Alvinegro despenca para a 6ª posição (podendo cair mais ao fim da rodada) e vê a liderança do São Paulo cada vez mais distante.
Análise Tática e Próximos Passos
A organização tática do Corinthians mostrou fragilidades críticas na transição defensiva:
Exposição Desnecessária: A tentativa de construir o jogo desde a zaga expôs Gabriel Paulista e Gustavo Henrique à velocidade de Neymar e Gabigol, resultando no gol de empate.
Gestão de Elenco: As voltas de Matheus Pereira e Kaio César deram mais fôlego, mas a ausência de Yuri Alberto (lesão muscular) pesou na falta de referência móvel dentro da área.
Agenda: O Corinthians volta a campo na próxima quinta-feira (19), às 21h30, contra a Chapecoense na Arena Condá. É o jogo da "vida" para Dorival Júnior estancar a crise.
O Corinthians encerra este domingo sob forte pressão. O empate com o Santos teve sabor de derrota pela forma como o jogo se desenhou no fim. Na Vila Belmiro, ficou claro que apenas o talento de Memphis Depay não será suficiente para levar o time ao topo se a intensidade e a precisão tática não evoluírem. Contra a Chapecoense, o Timão terá que provar que a "ilusão de competitividade" pode finalmente se transformar em resultados práticos.