4/3/2026 15:39

MP investiga entrega de 3,4 milhões do Corinthians a ex-funcionário em Gestão de Andrés e Duilio

O Ministério Público investiga o repasse de milhões em espécie para o ex-segurança do Corinthians. Entenda as justificativas de Caveira e o impacto nas contas do clube.

MP investiga entrega de 3,4 milhões do Corinthians a ex-funcionário em Gestão de Andrés e Duilio
O Corinthians de 2026 segue lidando com os fantasmas administrativos de anos anteriores. A investigação conduzida pelo promotor Cássio Conserino coloca sob a lupa retiradas de dinheiro vivo que variam de pequenos valores a montantes vultosos, como um saque único de R$ 129,3 mil em outubro de 2023. A falta de recibos oficiais e notas fiscais é o ponto central da suspeita, sugerindo uma fragilidade no controle interno da gestão financeira que perdurou por cinco anos. O caso ganhou tração após revelações de que outros funcionários, como o ex-motorista de Duilio, também teriam recebido quantias milionárias de forma semelhante.


A Defesa de "Caveira": Freelancers e Gorjetas
Em resposta às acusações, João Odair de Souza, o Caveira, apresentou seus argumentos para a ausência de documentação:

Segurança de Eventos: Segundo ele, o dinheiro era usado para pagar "freelancers" em jogos de basquete, vôlei e eventos sociais. Caveira alega que contratar diretamente era mais barato que usar empresas de vigilância.

Policiais Militares: O ex-chefe afirma que muitos dos contratados eram PMs em horário de folga, que, por questões legais, não emitem nota fiscal ou ordem de serviço.

Gastos Pessoais dos Presidentes: Caveira admitiu que o dinheiro também era utilizado para despesas miúdas e gorjetas enquanto servia pessoalmente a Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves.


O Impacto Político e Jurídico no Timão
A investigação do MP traz uma nova camada de pressão sobre a atual diretoria e os conselhos do clube:

Conselho Fiscal sob Suspeita: Caveira afirma que suas contas nunca foram contestadas pelo órgão, o que levanta questionamentos sobre a eficácia da fiscalização interna nos últimos anos.

Suspeita de Empresas de Fachada: O MP apura se o uso de dinheiro em espécie era uma estratégia para ocultar o desvio de recursos através de empresas que não prestavam serviços reais ao clube.

Ambiente de Crise: Enquanto o time de Dorival Júnior busca estabilidade em campo, os bastidores continuam inflamados por auditorias e inquéritos que podem resultar em punições severas aos ex-mandatários.

Até o momento, as defesas de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves não se manifestaram oficialmente sobre os novos dados da planilha. O Corinthians, por sua vez, segue colaborando com o Ministério Público enviando os documentos solicitados. Para a Fiel Torcida, o caso reforça a necessidade de uma organização tática administrativa tão rigorosa quanto a exigida dentro das quatro linhas, visando a transparência total de um clube que tenta se reerguer financeiramente em 2026.


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