O Corinthians está em um momento decisivo em sua gestão financeira, priorizando a negociação de sua dívida com o Talleres, equipe argentina, em relação à contratação do jogador Rodrigo Garro. A diretoria do clube, representada pelo diretor-executivo Marcelo Paz, foca em evitar um novo transfer ban, o que poderia impactar negativamente o desempenho da equipe nas competições.
A urgência em resolver essa situação é ainda mais evidente diante da iminente renovação de contrato com o atacante Memphis Depay, cujo vínculo se encerra em 20 de junho. O clube deve mais de R$ 30 milhões ao jogador, somando valores de luvas e bônus, o que torna a equacionamento da dívida prioritário antes de discutir um novo contrato.
Paz deixou claro que o Corinthians trabalha para chegar a um acordo viável que possibilite a renovação do vínculo de Depay, ressaltando a disposição do jogador em continuar no clube e colaborar para seu crescimento. A gestão pretende discutir os termos de pagamento com o atacante em breve, priorizando a resolução da dívida atual antes de avançar nessa negociação.
A situação do Corinthians com o Talleres não é isolada; o clube enfrenta pendências financeiras relacionadas a diversas contratações, incluindo dívidas com outros clubes estrangeiros, como Shakhtar Donetsk e Philadelphia Union. O fato de o Talleres ter acionado a FIFA gerou uma condenação inicial, mas a diretoria recorreu à Corte Arbitral do Esporte, na tentativa de reverter a decisão.
O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, esteve na Argentina recentemente para discutir diretamente com a diretoria do Talleres, propondo um pagamento à vista com desconto que foi recusado pela equipe argentina. Eles alegaram que o montante oferecido não refletia o valor total da dívida, o que gera tensão na busca por uma solução.
Com a proximidade da Copa do Mundo, onde Depay deve representar a seleção da Holanda, é crucial que o Corinthians resolva suas pendências financeiras o quanto antes. Este cenário de incerteza pode afetar a preparação e a performance tanto do jogador quanto da equipe na temporada.
A prioridade é eliminar os riscos de novos bloqueios na atividade de transferências, permitindo assim uma gestão mais tranquila e a possibilidade de futuras contratações ou renovações. A expectativa é que, uma vez equacionadas as dívidas, o clube possa planejar o próximo passo, garantindo um elenco competitivo para os desafios que estão por vir.
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