A janela de transferências do Brasil foi aberta na última segunda-feira, e o Corinthians enfrenta um desafio significativo ao ainda contar com dois transfer bans ativos, um na Fifa e outro na CBF. A diretoria do clube trabalha diligentemente para regularizar situações pendentes, a fim de remover essas punições e reforçar o elenco sob o comando do técnico Dorival Júnior. Este último já expressou, em várias ocasiões, a necessidade de novas contratações.
O transfer ban imposto pela Fifa está relacionado à contratação do zagueiro Félix Torres, que se juntou ao Corinthians em janeiro de 2024, durante a gestão de Augusto Melo. Em agosto do ano passado, o Santos Laguna, do México, acionou a Fifa cobrando uma dívida de R$ 40 milhões pela aquisição do jogador. O clube paulista foi condenado pelo CAS (Corte Arbitral do Esporte) e ficou impossibilitado de assinar novos jogadores. A diretoria do Corinthians tem enfrentado dificuldades para quitar essa dívida, já que o Santos Laguna exige o pagamento integral, incluindo juros e outras taxas. A última proposta apresentada pelo Corinthians foi de 70% do valor da dívida à vista, com o restante sendo parcelado.
Além dessa questão, o Corinthians também está lidando com um impasse relacionado ao transfer ban da CBF. O clube atrasou o pagamento de uma parcela na CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas) em meados de outubro, resultando na sanção. A punição ocorreu após uma notificação do Cuiabá, um dos maiores credores do plano de pagamento alvinegro, que informou que tomaria providências à CBF. No total, o Corinthians deve cerca de R$ 18 milhões ao Cuiabá pela contratação do jogador Raniele. Na mesma data da sanção, a diretoria pagou a parcela em atraso, aproximadamente R$ 7 milhões, e aguarda a retirada da punição, que ainda não ocorreu.
Com dois transfer bans ativos, o Corinthians busca derrubá-los rapidamente para abrir espaço para contratações. A diretoria pretende destinar parte da premiação significativa da Copa do Brasil para quitar dívidas. Além disso, a possibilidade de um empréstimo em torno de R$ 100 milhões está sendo considerada, com o Cori (Conselho de Orientação) já tendo dado aprovação nesse sentido. Apesar da situação financeira delicada e uma dívida total de R$ 2,7 bilhões, o Corinthians não tem intenção de fazer grandes investimentos no mercado de transferências. O clube está adotando uma abordagem cautelosa e focando em reforços que estejam disponíveis, priorizando jogadores sem clube.
O presidente Osmar Stabile comentou sobre a necessidade de contratações pontuais, afirmando que a filosofia do clube está sendo alterada para não incorrer em despesas excessivas. "Nós temos que pagar o transfer ban para contratar reforços pontuais. Não temos verba para contratar jogadores, mas precisamos focar em atletas que estão livres no mercado," disse ele em entrevista. A diretoria considera o exemplo de contratações anteriores, como as de Angileri e Vitinho, onde o clube cobriu apenas as luvas e salários dos atletas.
Na véspera da estreia do Paulistão, marcada para o próximo domingo (11), contra a Ponte Preta, o foco do treinamento é intensificado. O presidente Stabile também expressou otimismo ao afirmar que o Corinthians terá um time competitivo, apesar das limitações orçamentárias. "Não prometo grandes contratações, pois precisamos mudar essa filosofia para garantir um time forte dentro das nossas possibilidades," concluiu.



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