O ex-jogador de futebol Reginaldo Rivelino Jandoso, conhecido como Piá, foi preso na noite desta segunda-feira em Sumaré, interior de São Paulo. A detenção ocorreu com base em um mandado de prisão em aberto relacionado a uma suposta fraude em apostas de jogos, que remonta a 2018.
Píá, que já teve passagem por clubes importantes como Santos e Corinthians, demonstrou comportamento suspeito ao tentar evadir-se de uma abordagem policial. Durante a perseguição, o ex-atleta colidiu com a cancela do Condomínio Real Park, e em sua defesa, alegou que sua fuga se deu devido a estar sendo procurado pela Justiça.
A defesa de Piá destacou que a condenação que resultou no mandado de prisão era referente a um caso que envolvia a manipulação de resultados em partidas do Campeonato Paulista. O ex-jogador foi considerado culpado por ter oferecido dinheiro a um goleiro do Independente para que este contribuísse para um resultado desfavorável na partida contra o Comercial, que terminou em empate sem gols.
No entanto, em 2025, houve um pedido de indulto que resultou na anulação da condenação, mas essa decisão foi revertida pelo juiz Rudi Hiroshi Shinen em 2026, após recurso do Ministério Público. Desde então, Piá voltou a enfrentar problemas jurídicos, com seu mandado de prisão restabelecido.
Além do atual mandado, Piá tem um histórico criminal que inclui quatro prisões anteriores por furto a caixas eletrônicos, com sentenças que totalizaram mais de três anos de reclusão. O ex-jogador permaneceu ativo no futebol, trabalhando na gestão de atletas e em projetos sociais com crianças, o que evidencia uma tentativa de reintegração à sociedade.
Em sua carreira, Piá foi ativo em diversos clubes do Brasil, com destaque para sua passagem na Ponte Preta, onde suas habilidades técnicas e desempenho tático foram amplamente reconhecidos. A situação atual do ex-jogador levanta questões sobre a gestão de carreira e as consequências de ações fora dos campos, impactando sua trajetória profissional.
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