O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, compareceu ao Parque São Jorge na última segunda-feira para prestar esclarecimentos sobre os gastos feitos com o cartão corporativo do clube durante sua gestão, que ocorreu entre 2018 e 2020. Segundo informações obtidas pela Gazeta Esportiva, a reunião teve a duração de aproximadamente 40 minutos.
Durante o encontro, Andrés foi questionado sobre cada uma das 50 despesas que suscitavam suspeitas em relação ao uso do cartão. Ele apresentou justificativas para as compras realizadas. Estiveram presentes no encontro os advogados do ex-presidente, que optaram por não se manifestar. Leonardo Pantaleão, presidente da Comissão de Ética do clube, também acompanhou as explicações e solicitou que os depoimentos fossem válidos para a Comissão de Ética, agilizando assim o processo investigativo.
Os próximos passos envolvem a Comissão de Justiça do Corinthians, que irá emitir um parecer sobre o caso. Embora este parecer não indique punições, ele poderá apontar eventuais infrações estatutárias. Posteriormente, a Comissão de Ética e Disciplina será responsável pela elaboração de um novo parecer, que poderá incluir sugestões de punições internas para o ex-presidente. O resultado final será enviado ao Conselho Deliberativo, onde Romeu Tuma Júnior colocará o assunto em votação no plenário.
Andrés Sanchez também foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por crimes como apropriação indébita agravada continuada, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário, em relação aos gastos no cartão corporativo. Ele aguarda a decisão do Poder Judiciário a respeito da denúncia feita em 15 de outubro. A juíza responsável pelo caso, Dra. Marcia Mayumi Okoda Oshiro, ainda não se manifestou em relação à acusação.
Informações apuradas pela Gazeta Esportiva revelam que o promotor Cássio Roberto Conserino solicitou uma resposta da juíza após tomar conhecimento da oitiva de Andrés na Comissão de Justiça do Corinthians. A decisão judicial será crucial na influência do parecer da Comissão de Ética.
A Comissão de Justiça identificou uma série de gastos que levantaram suspeitas em relação à sua legitimidade. Entre as 50 despesas identificadas, que totalizam R$ 190.523,54, estão gastos com hospitais, clínicas, farmácias, lojas de móveis e eletrônicos, além de serviços de táxi aéreo e centros automotivos. Os membros da Comissão de Justiça consideram que não há comprovação de que esses gastos foram feitos em prol do clube ou em necessidade do mandato, principalmente pela ausência de comprovações documentais.



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