Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, teve a denúncia de lavagem de dinheiro e crime tributário arquivada pelo Judiciário. A juíza Márcia Mayumi Okoda Oshida, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo, não encontrou evidências que sugerissem a ocultação da origem de recursos financeiros que justificassem sua reintegração ao sistema financeiro.
A análise da magistrada também abordou a questão do crime tributário, ressaltando que, segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, quaisquer eventuais infrações devem ser avaliadas pela Justiça apenas após a conclusão do processo administrativo fiscal pertinente. Esta decisão se estende igualmente a Roberto Gavioli, que foi diretor financeiro do clube no período em questão.
A investigação do Ministério Público de São Paulo começou em agosto e investiga inconsistências nas gestões do Corinthians desde 2018, envolvendo não apenas Andres Sanchez, mas também Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo. Todos estão sob análise devido a supostas irregularidades no uso de cartões corporativos.
No último ciclo de sua presidência, Sanchez admitiu ter empregado o cartão corporativo para uso pessoal durante uma viagem de Réveillon no início de 2020, com uma devolução de R$ 15 mil aos cofres do clube. Contudo, a apuração apontou outras despesas, incluindo gastos em joalherias e restaurantes em Fernando de Noronha, o que gerou novas suspeitas sobre sua gestão financeira.
O Ministério Público já havia solicitado o afastamento dos ex-dirigentes de seus cargos no clube, destacando a necessidade de se preservar a integridade das investigações em andamento. Em resposta a essa situação, o Conselho de Orientação do Corinthians recomendou a abertura de um processo de investigação interna contra Andrés Sanchez.
Essa situação reflete um momento difícil para o Corinthians, que enfrenta questionamentos sobre sua administração financeira e a transparência de suas operações. O desempenho da equipe e a gestão do elenco podem ser impactados por esse cenário de incertezas, exigindo uma leitura de jogo apurada por parte dos atuais gestores.
A continuidade das investigações e dos processos internos será crucial para determinar não apenas a responsabilidade dos ex-dirigentes, mas também o rumo que o clube tomará ao longo desta temporada. A pressão sobre a diretoria atual aumentará conforme novos desdobramentos surgirem, pedindo uma gestão ainda mais proativa e transparente.
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