A Justiça de São Paulo decidiu pela rejeição da denúncia apresentada pelo Ministério Público em relação ao ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e ao ex-diretor financeiro, Roberto Gavioli, no caso dos cartões corporativos do clube. A 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores entendeu que não há elementos suficientes para dar continuidade ao processo penal, que envolvia acusações de lavagem de dinheiro e crimes tributários.
A denúncia, que datava de dezembro do ano anterior, alegava que Sanchez havia usado o cartão corporativo do clube para pagamentos pessoais, o que teria configurado a apropriação indevida de recursos. Entre 2018 e 2025, ele supostamente teria ocultado a origem desses valores, uma afirmação que o Judiciário não considerou suficiente para a transgressão legal prevista na legislação de lavagem de dinheiro.
A juíza responsável pelo caso, Marcia Mayumi Okoda Oshiro, argumentou que, embora a utilização de notas fiscais falsas tenha sido citada, a natureza dos gastos não permitia a reintegração dos valores ao sistema econômico, um requisito essencial para caracterizar o crime de lavagem. Os fatos retratados pela denúncia foram analisados e considerados como consumo dos valores, sem os elementos de dissimulação ou ocultação.
Além disso, a acusação relacionada ao crime tributário não pôde ser sustentada na ausência do lançamento definitivo do tributo pela autoridade fiscal, conforme critérios estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal. A falta de comprovação acerca de um tributo devido levou à conclusão de que não havia certeza sobre qualquer prejuízo à ordem tributária.
Como resultado, a juíza utilizou o artigo 395, inciso III, do Código de Processo Penal para derrubar a denúncia por ausência de justa causa. Este desfecho sinaliza um momento de alívio para os acusados, ao mesmo tempo em que o Ministério Público planeja recorrer da decisão.
Paralelamente, o ex-presidente Duílio Monteiro Alves, que também estava sob investigação por gastos indevidos, se tornou réu em outro processo. Este desdobramento evidencia a continuidade das investigações sobre a gestão fiscal do Corinthians, afetando a reputação institucional e a dinâmica financeira do clube.
No cenário competitivo, esse desenrolar jurídico poderá influenciar a gestão de elenco e as estratégias táticas do Corinthians, especialmente à medida que o clube busca entregar um desempenho condizente com as expectativas de seus torcedores e a pressão do campeonato.
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