Com a lesão de Yuri Alberto — que fraturou uma vértebra na partida contra o Atlético-MG e só deve voltar após a pausa para a Copa do Mundo de Clubes —, Dorival Júnior terá que encontrar novas alternativas para manter a força ofensiva do Corinthians. O camisa 9 é o artilheiro da equipe na temporada, com 13 gols e uma assistência, e sua ausência representa um desafio importante para o treinador. O empate sem gols diante do Vitória, terceira partida seguida que o Corinthians não balança as redes adversárias, escancarou a importância do camisa 9.
O elenco oferece poucas opções naturais para a função. Dorival pode recorrer a improvisações, como Ángel Romero e Memphis Depay atuando centralizados. Embora essa não seja a posição de origem da dupla, ambos já desempenharam esse papel em outros momentos. A movimentação e a versatilidade desses atletas são vistas como alternativas viáveis para manter a fluidez ofensiva.
Dorival optou por jogar com Héctor Hernández, único centroavante de ofício disponível. Embora tenha sido substituído no segundo tempo, Dorival já mostrou confiança em sua capacidade de cumprir funções táticas específicas. Diante da baixa do principal atacante, o treinador também admite a possibilidade de adotar novamente o esquema em losango no meio-campo, como na reta final do Brasileirão de 2024 e na campanha do título paulista deste ano. Para isso, a recuperação de Garro será determinante.
O treinador reconheceu que a queda de rendimento ofensivo está diretamente ligada à perda de Yuri Alberto. A oportunidade para o espanhol durou apenas 45 minutos. Na etapa final, Dorival trocou Héctor por Garro. Com uma semana livre para treinar, Dorival aposta no tempo de trabalho para ajustar a equipe, encontrar o substituto ideal — ou a combinação de nomes — e manter o Corinthians competitivo mesmo sem seu principal artilheiro.
[A queda de rendimento ofensivo] foi bem no momento em que perdemos um jogador muito importante que vinha sendo autor da maioria dos gols [Yuri]. A perda de jogadores de criação, que dão outro padrão ao nosso time, causa isso. Hoje acho que foi notória a diferença com os retornos de Garro e Memphis. A gente percebe isso. O que preciso é encontrar o equilíbrio entre a marcação e as finalizações para que a gente possa ter uma evolução nesse sentido. Várias bolas passaram pela área adversária sem que a gente conseguisse dar o toque final. Falta esse detalhe final, falta um para um dentro da área, que tem que ser característica de uma equipe como a nossa. As finalizações passam muito pelo momento, pela confiança, individualidades. Estamos no caminho e não vamos demorar a encontrar.



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