Considerado o melhor gramado do Brasil, o campo da Neo Química Arena, casa do Corinthians , impressiona não apenas pela beleza visual, mas principalmente pela tecnologia e cuidado que envolvem sua manutenção. O Lance! visitou a Arena para entender de perto como funciona o processo de conservação deste gramado europeu, único no país a usar a Ryegrass — grama de inverno padrão nos principais estádios da Europa, como os da Premier League e LaLiga. A escolha por esse tipo de grama, incomum no Brasil por conta do clima tropical, exigiu a implantação de um sistema de alta tecnologia para garantir que o gramado se mantenha em perfeitas condições durante todo o ano. A principal solução foi a instalação de um sistema de arrefecimento subterrâneo, composto por dutos que circulam água gelada e ar refrigerado por todo o solo do campo. O sistema mantém a base do gramado sempre entre 15 e 21 graus, temperatura ideal para a sobrevivência e desenvolvimento do Ryegrass, mesmo sob o sol forte de São Paulo. A estrutura custou mais de R$ 1 milhão e demanda cerca de R$ 100 mil por mês apenas com energia elétrica. A água utilizada na refrigeração circula em circuito fechado e é tratada com produtos químicos — ela não tem contato com o gramado, apenas com os dutos e componentes internos do sistema.
Além disso, o gramado da Neo Química Arena é híbrido. Isso significa que, junto ao cultivo de Ryegrass por sementes, 4% da composição do campo é feita por fibras sintéticas costuradas no solo. Essas fibras não são visíveis a olho nu e servem para dar estrutura ao gramado, garantindo tração, firmeza e maior resistência ao desgaste. Diferente das gramas do tipo Bermuda, comuns nos demais estádios brasileiros e vendidas em tapetes, o Ryegrass precisa germinar diretamente no solo. Isso exige um cuidado muito mais delicado, principalmente nas áreas de maior impacto, como próximas às traves. E é justamente nessas regiões que a equipe de manutenção tem enfrentado um desafio extra: as pombas. A presença constante dessas aves nas imediações do campo tem causado atraso no processo de recuperação da grama nas pequenas áreas, já que elas vêm consumindo as sementes recém-lançadas durante o replantio. Mesmo com o uso de sementes pré-germinadas, que aceleram o processo de revitalização, o impacto tem sido significativo, exigindo que a equipe isole esses setores com cones e fitas durante os treinos e aquecimentos dos jogadores. Pombas atrapalham o replantio do gramado na Neo Química Arena.
Outro procedimento fundamental na manutenção do campo é o processo de descompactação da grama, realizado geralmente nos dias seguintes às partidas. Após os jogos, o solo tende a ficar mais rígido devido ao impacto constante das pisadas, carrinhos e movimentações dos atletas. A descompactação serve para devolver a maciez ideal ao gramado, criando uma superfície mais favorável à prática do futebol. Esse cuidado melhora significativamente a tração das chuteiras, evitando escorregões que podem causar lesões, além de garantir maior conforto e estabilidade para os jogadores durante as arrancadas e mudanças de direção.
Toda o processo de manutenção é feito pela equipe da World Sports, empresa responsável pelo gramado desde a construção do estádio para a Copa do Mundo de 2014. O trabalho é diário e meticuloso. A cada jogo, o campo também passa por preenchimento manual de buracos com uma mistura de areia e sementes, garantindo que o campo esteja sempre uniforme.



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