Os conselheiros do Corinthians presentes na reunião da noite de segunda-feira assinaram um termo de confidencialidade sobre o conteúdo debatido durante o encontro que durou quase quatro horas no auditório do clube, no Parque São Jorge. Além de conselheiros, funcionários do clube assinaram o termo para evitar vazamentos sobre os assuntos discutidos na reunião, que abordou questões da gestão Augusto Melo. A reunião desta segunda-feira teve início às 19h e terminou por volta das 23h.
Os assuntos expostos na pauta de convocação do presidente Romeu Tuma Jr. eram os seguintes, mas nem todos entraram em discussão nesta segunda-feira: a) Leitura e aprovação da Ata da reunião anterior; b) Prestação de Contas da Comissão de Mulheres do Conselho Deliberativo; c) Prestação de Contas - Apresentação de Relatórios Diversos da Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo, referentes a requerimentos de Conselheiros (A&M Empresa de Segurança; Comunicação; E&Y); d) Prestação de Contas - Apresentação de Relatório Conjunto das Comissões de Justiça e de Marketing do Conselho Deliberativo, referente ao Fiel Torcedor; e) Análise e discussão sobre eventual iniciativa unilateral da Diretoria referente a Medida Cautelar Judicial (Lei 11.101/2005 que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária) - e suas possíveis consequências para o SCCP; f) Análise, Discussão e Deliberação, sobre o descumprimento pela Diretoria de artigos do Estatuto conforme ofícios encaminhados pelo CORI e pelo Conselho Fiscal.
Segundo fontes ouvidas sob condição de anonimato, as Comissões de Justiça e Marketing do Corinthians relataram que mais de 30% dos sócios do clube que compram ingressos na primeira abertura de vendas, na realidade não são associados ou estão inadimplentes. Ou seja, estes estariam impedidos de participar desta etapa de venda que privilegia a compra antecipada antes mesmo dos sócios-torcedores. A estimativa é de uma média de 1.600 bilhetes por partida deste grupo. Não se sabe a origem dos compradores das cerca de 500 entradas relatadas no relatório.
O único conselheiro a falar na saída foi Rubens Gomes, o Rubão, ex-diretor de futebol da gestão Augusto Melo e que rompeu com o presidente ainda nos primeiros dias de administração neste ano. – Tudo o que eu falei está acontecendo. Esta administração é um escárnio – disse, em contato rápido com os jornalistas na saída do Parque São Jorge. Ainda na reunião, os conselheiros abordaram o contrato do Corinthians com a Alvarez & Marsal. No relatório, a Comissão de Justiça recomendou a revisão do acordo com a empresa, que chegou ao clube via o CEO Fred Luz, por conflitos com o discurso adotado no clube, contrário a um processo de recuperação judicial ou redirecionamento para uma SAF.



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