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Ronaldo, bastidores e tática: Mano quebra o silêncio e detalhe segredo do Timão de 2009
Em entrevista, Mano Menezes relembrou seus bastidores no Corinthians, elegeu Ronaldo como o melhor que treinou e revelou como revolucionou a tática do time.
A história recente do Parque São Jorge passou a limpo pelas palavras de um de seus comandantes mais longevos. Atualmente no leme da seleção peruana, o técnico Mano Menezes revisitou suas três passagens pelo Corinthians e expôs detalhes rústicos de vestiário que moldaram uma era de taças. O treinador confirma que o período no clube foi o divisor de águas humano em sua trajetória, sendo o trampolim que colocou o comando da Seleção Brasileira totalmente em jogo na sua carreira.
Sem fugir de polêmicas e ironizando a eterna pecha de defensivo, o comandante reage ao falar sobre as peças que moldaram o time histórico de 2009. Mano apontou Ronaldo Fenômeno como o atleta mais assustador e genial que já dirigiu. "Ronaldo Fenômeno. Ele era o melhor em tudo. Quando você dirige um cara como esse, você fica muito exigente", admite o treinador, que aproveitou o gancho nos bastidores para elogiar a leitura de jogo de nomes como Douglas, Danilo, Roberto Carlos e Elias.
O grande trunfo do laboratório tático daquela equipe, contudo, esteve em desarmar o impasse de posicionamento de atletas renegados. Mano dispara sobre como montou um meio-campo sem nenhum volante de marcação na gringa. "O Cristian era quinto volante do Flamengo, cederam pra gente de graça. Vê como é o futebol. Eu dei a camisa 6, ele entrou e parecia que estava lá por uma eternidade. Mas nunca tinha jogado de primeiro volante. Eu botei ele de meia para primeiro volante. O Elias nunca tinha sido volante na vida. Era atacante, depois baixou para meia e eu baixei para camisa oito", revelou o técnico, desfazendo qualquer acordo travado com o pragmatismo.
A engenharia humana de Mano Menezes rendeu frutos rústicos e pesados ao Corinthians. Em sua primeira passagem, o técnico tirou o clube da Série B em 2008, faturando o Paulistão e a Copa do Brasil no ano seguinte. O comandante, que soma 267 rachas à frente do Timão e robustos 62% de aproveitamento dos pontos, retornou ainda em 2014 e em 2023 — quando salvou o clube de um rebaixamento asfixiante. O treinador desafia os críticos do passado e cobra respeito àquela engrenagem que dava liberdade total para André Santos voar no ataque enquanto Alessandro segurava a cozinha, provando que a ousadia tática ditou o ritmo de sua história no clube.
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