Jogadoras do Corinthians usaram suas redes sociais na noite deste domingo para se manifestar a respeito da contratação de Cuca, condenado pela Justiça Suíça por estupro em caso que ocorreu em 1987, em Berna.
Enquanto o time masculino enfrentava o Goiás em Goiânia - terminou derrotado, por 3 a 1 - todas as atletas do elenco feminino e o técnico Arthur Elias publicaram em suas redes sociais o mesmo texto com o fundo preto destacando o comprometimento do Corinthians nas causas que envolvem o respeito e a proteção às mulheres.
Sem citar nominalmente Cuca, elas deram ênfase à luta por direitos iguais e exaltaram o lema “Respeita as minas”, movimento criado com o objetivo de sensibilizar a sociedade para o combate ao assédio sexual e a violência contra a mulher.
“‘Respeita As Minas’ não é uma frase qualquer. É, acima de tudo, um estado de espírito e um compromisso compartilhado”, enfatizaram as jogadoras, incluindo a capitã Tamires.
“Estar em um clube democrático significa que podemos usar a nossa voz, por vezes de forma pública, por vezes nos bastidores. Ser Corinthians significa viver e lutar por direitos todos os dias”, completaram.
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Em sua coletiva de apresentação, na última sexta-feira, Cuca se declarou inocente e afirmou que não teve participação no caso de estupro que ocorreu em 1987. Então jogador do Grêmio, ele foi detido em 1987 com os também atletas Eduardo Hamester, Henrique Etges e Fernando Castoldi, sob a acusação de “manter atos sexuais” com uma menina de 13 anos em um hotel em Berna, na Suíça.
Dois anos mais tarde, Cuca acabou condenado a 15 meses de prisão e ao pagamento de US$ 8 mil. Julgado à revelia e condenado, ele não cumpriu pena porque o caso prescreveu. Em depoimentos à época, a vítima narrou ter sido segurada à força pelos quatro jogadores do Grêmio. O processo está sob sigilo protegido pela lei de proteção de dados da Suíça.
Antes de contratar Cuca, Duílio Monteiro Alves, presidente do Corinthians, disse que pediu a opinião de várias pessoas dentro do clube, incluindo mulheres, como a diretora Cris Gambaré, do futebol feminino. Ela não compartilhou a nota publicada pelas atletas. O mandatário alvinegro também afirmou ter consultado os departamentos jurídico, de marketing e compliance da instituição e crê na inocência do treinador.
O técnico afirmou ser “totalmente inocente”, disse ter “vaga lembrança” do episódio, revelou arrependimento por ter falado pouco sobre o assunto e prometeu “passar por cima” dos protestos contra a sua contratação. “Sou totalmente inocente, não fiz nada. As pessoas falam que houve um estupro. Eu não fiz nada”, defendeu-se Cuca.
8493 visitas - Fonte: Estadão
E chato falar sobre esse assunto, mas eu me pergunto um time de futebol quando esta concentrado em qualquer lugar os hotéis hotéis tem segurança, como deixaram uma criança de 13 anos entrar no quarto, me desculpa a justiça seja de qualquer parte do mundo tem que condenar e prender os donos adiministradores e seguranças do hotel ou são tão covardes assim.
Cuidado com o preconceito....foca no trabalho de vcs . E esquece o cuca