Ao contratar Cuca, o Corinthians fez um reposicionamento de sua marca no mercado. Por obra do presidente Duilio Monteiro Alves, o Alvinegro deixa de ser o time do "Respeita as minas" e vira a agremiação que acha que não há mal em contratar um profissional condenado por participar estupro de uma menina de 13 anos há décadas.
O treinador nega ter cometido o crime com seus colegas de Grêmio, em 1987, em seus tempos de jogador.
O recado que o clube passa para o mundo do futebol e para a sociedade de maneira geral é de que, hoje, a instituição, considera mimi as reclamações contra o acerto com o técnico condenado, mas que não cumpriu a pena.
Não há como esse posicionamento coexistir com o "Respeito as minas", marca que o Corinthians criou.
São posturas antagônicas. É certo que o clube continuará usando a marca em camisetas e em peças promocionais, mas, como conceito ela foi praticamente aposentada.
É verdade que a marca já estava desgastada pela permanência no Conselho Deliberativo de Manoel Evangelista, o Mané da Carne, que acumula casos de desrespeito a mulheres em redes sociais. Ele é processado pela primeira-dama Janja por ofendê-la em rede social. Depois, o conselheiro se disse arrependido.
Só que agora, o slogan "Respeita as minas" será tão ouvido quanto as vozes que protestaram contra a contratação.
Nem o mítico time de futebol feminino do Corinthians, principal divulgador dessa marca, parece capaz de blindá-la. Duilio não poderá reclamar se as Brabas se incomodarem com a contratação de Cuca.
Eventuais encontros entre as equipes masculina e feminina do Alvinegro serão convites ao constrangimento.
O fato de o novo técnico substituir Fernando Lázaro torna o movimento feito por Duilio mais emblemático. Sai o filho de Zé Maria, um dos símbolos da raça corintiana. Entra Cuca, que representa uma ruptura com um dos ideais que parcela importante da Fiel defende.
As torcidas organizadas Camisa 12, Pavilhão 9, Estopim da Fiel, Coringão Chope e Fiel Macabara, o Coletivo Democracia Corintiana, o Movimento Toda Poderosa Corinthiana e a Fiel LGBT estão entre as vozes não ouvidas pelo presidente alvinegro.
As manifestações de torcedores não ligados a organizadas ou a coletivos também foram ignoradas por Duilio, justamente ele, filho do dirigente que mais se destacou durante a Democracia Corintiana, Adilson Monteiro Alves.
A rapidez com que Cuca foi contratado soou como um atropelamento aos críticos da escolha. Não deu tempo de reclamar. Está feito. O Corinthians trocou a sua tradição de engajamento em causas relevantes para a sociedade pela ideia de que há muito mimi nas redes sociais. E pela crença de que vitórias fazem os torcedores esquecerem aquilo defendem. Triste para os corintianos.
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Claudio voce falou pouco falou tudo parabéns meu garoto nota 10 pra você pensa como eu valeu
Vao se fuder esta mulheres que casan com mulheres homen que casam com homens e entam acabando com a umannidade voces sao um lixo
Nao concordo de forma nenhuma com o texto. Ignorância pura de quem escreveu. Essas torcidas organizadas citadas, camisa 12, pavilhão 9, estopim, pouco representam a torcida Corinthiana. Quem frequenta a Arena Corinthians sabe. Eles ocupam um espaço atrás do gol insignificante. Nao fariam falta nenhuma se deixassem de comparecer ao estádio. Noventa e cinco por cento de torcedores nao ligados as organizadas, aprovam a contratação de Cuca.
Vao todos tomar no olho do cu
Tá na hora de pararem com essa conversa chata, o que essa diretoria deveria agir, seria ser mais transparente.
Seria pq em times pequenos não tem repercussão ??????
Cuca foi cotado pra ir pra seleção, ninguém falou nada sobre isso, mais só pq o Corinthians contratou ta tendo todo esse barulho.
Seria legal se vxs tivessem feito tod esse barulho la com o mane da carne , nao adianta vc citou ele mas qdo o episodio de ameaça cobtra uma cobselveira vdio a tona ni guem fez esse barulho todo , muita gente diz que a organizada nao deve mandar no time agira ela tem peso na decisao do presidenre ?