Lagartixas caíam do teto do estádio de Itaquera quando acabou o primeiro tempo de Corinthians e Cruzeiro.
Clássico tão sonolento que a maior emoção foi a bolada que Giuliano tomou no olho por lembrar a que Tostao, em 1969, levou no Pacaembu em chute do zagueiro alvinegro Ditão e que quase tirou o gênio cruzeirense da Copa do Mundo de 1970, a do tri, além de ter terminado, depois, mas ainda assim, precocemente, a sua carreira pelo descolamento da retina.
Que Giuliano, substituído em seguida por Matheus Araújo, tenha apenas sentido a pancada.
Já que o jogo estava modorrento Cantillo entrou nele com sua lentidão no lugar de Roni.
Ao se dar conta de que o Corinthians não assusta ninguém, o Cruzeiro pôs as mangas de fora e pretendeu voltar para Belo Horizonte com os três pontos, não apenas com o ponto que veio buscar em São Paulo.
Exatamente na metade do segundo tempo, porém, Fagner cortou para o meio, tabelou com Fausto Vera que entregou para o menino Matheus Araújo fazer o gol de que ele jamais esquecerá, seu primeiro, além da beleza e da importância: 1 a 0.
Itaquera, enfim, acordou.
E, aos 28, Fagner pôs a bola na cabeça de Yuri Alberto que viu Rafael salvar com o joelho, também porque o centroavante cabeceou em cima do goleiro.
No fim, é claro, algum sofrimento era inevitável.
Sofrimento que Roger Guedes terminou ao pegar rebote de cabeceio de Gil e fazer 2 a 0.
Oliveira ainda fez sofrer aos 50, ao diminuir para 2 a 1 quando faltavam mais 3 minutos.
Assim é a vida corintiana que não merecia mesmo vitória por dois gols de diferença.
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