Efetivado no comando técnico do Corinthians, após anos atuando como auxiliar da comissão permanente do clube, o técnico Fernando Lázaro tem trajetória semelhante a de um grande nome da história do Timão: Fábio Carille, que foi campeão brasileiro, na temporada de 2017.
Atualmente no V-Varen Nagasaki, do Japão, Carille falou sobre o trabalho do colega e afirmou que vê algumas semelhanças entre as oportunidades recebidas por ambos, durante entrevista ao canal do jornalista André Hernan, no YouTube.
– Fernando é um amigo. Trabalhamos juntos por oito anos, de 2009 até o final de 2016, quando ele foi com Tite para a Seleção. Ali, era para ele ser meu auxiliar no outro ano, mas veio o convite para ele ir para a Seleção e não tinha como recusar. É uma oportunidade igual à minha, não tenha dúvida disso – disse o ex-técnico do Timão.
O treinador da equipe japonesa também fez questão de citar a história de Lázaro no alvinegro e destacou as raízes corintianas do atual comandante do Timão:
– É um cara que conhece o Corinthians muito mais até do que eu conhecia. Ele nasceu dentro do Corinthians, com a história do seu pai (Zé Maria) e de sua mãe, que trabalhou lá por muito tempo. Mas momentos diferentes – afirmou
Apesar de reconhecer as semelhanças entre os trabalhos, Carille afirmou que a situação atual do elenco era bem diferente de 6 anos atrás, quando assumiu uma equipe desacreditada e com poucos jogadores firmados no clube.
– Naquele período, um grupo desacreditado, que só tinha dois jogadores firmados dentro do Corinthians, que eram Cássio e Fagner. Balbuena criticado em 2016, Pablo chegando, Arana e Maycon, jovens, a gente nunca sabe a resposta que vai dar a partir do momento que coloca o momento como titular. A gente via que tinha qualidade, mas não sabemos e foi uma resposta muito positiva – lembrou.
Apesar de considerar o elenco atual mais forte do que o de 2017, o treinador reconheceu que a pressão sofrida por Lázaro é bem maior do que a de sua época, quando a Fiel Torcida não tinha o mesmo nível de exigência atual.
– (Hoje o) Corinthians com muitos jogadores firmados dentro do futebol, investimentos altíssimos que eu não tive, caso de Yuri Alberto, Róger Guedes, volta de Gil, Balbuena que voltou consagrado… Em 2017, ainda tinha que se firmar, e agora voltou sendo Balbuena. Giuliano, com uma história enorme, Renato Augusto… Se falar de cada um, considero o grupo do Corinthians forte. Então, a pressão é muito maior do que comigo – pontuou.
Dica para o colega
Por fim, Carille deu uma dica para o colega de como suportar a grande pressão no comando do Corinthians e afirmou que o grande segredo é não se perder diante das convicções de trabalho definidas no começo da temporada:
– (O segredo para suportar a pressão) é não se perder. É acreditar numa linha de trabalho e numa forma de jogar. A gente acaba errando, em alguns momentos dá certo. É ele ter uma ideia, repetir e treinar, para que os jogadores também tenham confiança. Acho que isso é o caminho. Acreditar nas pessoas que estão do lado dele. Ele já entende muito o que é o Corinthians. E não se perder nesses detalhes de ficar mudando a forma de jogar, mesmo porque não tem muito tempo para treinar – concluiu.
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Acho q com tempo ele vai da muito certo no timao