Talvez tenha chegado a hora de Renato Augusto parar. O excelente meia do Corinthians voltou a sentir uma lesão no joelho, a mesma lesão que tratava antes de voltar ao time, e deixou o gramado chorando antes da vitória de 3 a 0 do seu time sobre o Liverpool, do Uruguai, pela Libertadores.
Tudo pesa contra Renato Augusto nesse momento. Ele tem 35 anos e, portanto, não é mais um menino. Tem histórico de lesões - foi a sétima no clube. Leva cada vez mais tempo para se recuperar. Enfrenta jogadores menos inteligentes em campo, mas com muito mais fôlego e juventude. É o cara da armação do time, então é dele que todos esperam as melhores bolas e jogadas.
Já ficou mais do que provado que Renato Augusto não aguenta atuar em todas as partidas pelo Corinthians. O calendário de 2023 prevê mais de 50 jogos, mas isso vai depender do desempenho da equipe. No Paulistão, o time ficou pelo caminho no primeiro mata-mata e se livrou, a contragosto, de alguns duelos.
A seu favor, Renato Augusto tem uma leitura clara da situação. Tem boa cabeça para administrar sua vida esportiva. Não se mete em confusão. É um atleta que se cuida, é mais regrado do que a molecada que tem de enfrentar semanalmente, tanto nos treinos do Corinthians quanto nos jogos oficiais. Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores vão exigir mais de Renato Augusto, no entanto. Ele sabe disso. Estará exposto.
Mas como então não perder sua história sem jogar em alta performance? Como driblar as contusões comuns à sua idade e à função que faz em campo, tendo de virar o corpo quase sempre para confundir a marcação e alimentar os companheiros? Renato Augusto não joga em linha reta. Isso também mexe com seu corpo e partes deles, como o joelho. Não é fácil.
Em princípio, segundo ele próprio, a dor do momento em campo foi pior do que a conclusão preliminar dos médicos. Novos exames serão feitos, inclusive de imagens. Só aí ele terá uma boa noção do que, de fato, houve e quais serão os próximos procedimentos.
O meia até parece mais fininho nesta temporada, o que só comprova sua disposição e condição profissional para suportar a temporada. Mas no seu caso, não é mais somente a necessidade de perder peso. A decisão de parar assusta qualquer jogador. Eles começam a jogar aos 12, 13, 14 anos e não param mais. Não sabem fazer outra coisa.
Toda vez que vejo um jogador nessa condição, lembro de Pelé, que parou de jogar aos 34 anos no Santos, antes de ir para os Estados Unidos. No Cosmos, ele atuou até 1977, mas em uma outra condição. Pelé não esperou que as contusões chegassem nem que seu futebol de outro planeta desaparecesse com o tempo.
Uma vez ele me disse que havia duas coisas que jamais faria, desde que tomou a decisão de parar: ser treinador e ter de enfrentar a decepção do torcedor e voltar a jogar profissionalmente, porque sabia que iriam fazer comparações e sua magia poderia se perder. Eles fez alguns jogos de despedidas, até mais velho, mas nunca se expôs a ponto de perder a majestade.
Me perdoe, portanto, quem entender que estou aposentando Renato Augusto. Não. Só faço uma leitura que certamente o próprio jogador corintiano já deve ter feito sobre si mesmo e de sua linda carreira. Digo mais: ninguém tem o direito de tomar essa decisão a não ser o próprio jogador, amparado por quem ele ama e quem esteve sempre ao seu lado. Tomara Renato Augusto continue no futebol, que precisa de profissionais como ele.
Jogar, Condição, Jogador, Ajudar, Profissionais
Ele vai dar a volta por cima,post idiota,cara negativo,imagino a vida desse cidadão,deve ser regrada a negativismo.
Pode se aposentar, ta bichado