Pedrinho, do Corinthians, e Endrick, do Palmeiras, são da mesma geração 2006, amigos fora de campo, já dividiram o campo pela seleção brasileira, jogam por equipes rivais no futebol brasileiro, mas vivem estágios ainda diferentes da carreira.
Enquanto o palmeirense de 16 anos já é titular, sente o peso de um período de dez jogos sem fazer um gol em 2023 e vive período de cobrança, Pedrinho ainda sente a ansiedade da pré-estreia pelo Timão.
E ela quase aconteceu no último domingo, quando ganhou a camisa 27 e foi relacionado pela primeira vez. Mesmo com as facilidades de um jogo que terminou 3 a 0 para o Corinthians, contra o Mirassol, o jovem que completou 17 anos em fevereiro ainda não conseguiu, enfim, estrear como um jogador profissional.
– As oportunidades para jovens vão surgir, mas há o timing das coisas. Eles estão sendo inseridos, participando e se soltando. Alguns entraram, e tempo depois alguns estiveram fora por um bom motivo, usando esses minutos num Sul-Americano. Foi uma forma de eles darem um passo de crescimento. Estamos ajustando, as coisas vão acontecer naturalmente – prometeu Fernando Lázaro.
Quem é e o que esperar dele
Aos 17 anos, Pedrinho é desde sempre um jogador precoce. Surgiu no futsal e chamou a atenção no Barueri. A convite de Célio, treinador de futsal do clube, passou a integrar a base do Corinthians com oito anos. Foi para o campo a partir do sub-13, destacou-se em torneios e foi para a Seleção sub-15.
Carlinhos, que foi técnico de Pedrinho na base dos 10 aos 14 anos, diz que o jogador sempre chamou muita atenção por alguns fatores, entre eles a facilidade para jogar contra atletas maiores.
– Ele sempre foi o menor do time, um jogador muito ágil, veloz e corajoso. O que sempre chamou a atenção para a idade dele foi a personalidade. Foi artilheiro da nossa equipe em todas as competições. No futsal jogava de ala e de pivô. E sempre jogou uma categoria acima. Quando era sub-9, o sub-10 puxava ele para as finais. Era sub-11, o sub-12 puxava. Aí no sub-13 ele foi para o campo. A evolução sempre foi constante. Um jogador que sempre soube o momento certo de acelerar, muito maduro para as decisões. Mas claro que hoje ele toma decisões melhores, mais pensadas – elogiou.
Pedrinho foi campeão do Torneio Montaigu, da França, junto de Endrick no ano passado. Neste ano, com o amigo já no profissional do Palmeiras, fez parte da conquista do Sul-Americano Sub-20 na Colômbia junto de Giovane e Guilherme Biro. Eles têm boas chances de jogar o Mundial em maio.
Foi dele o segundo gol da vitória por 2 a 0 contra o Uruguai, que selou o título do Brasil.
O muleke já era p tá entrando todo jogo, técnico fdp