Primeiro e único reforço do Corinthians para 2023, Romero viveu uma espécie de montanha-russa de emoções em sua primeira passagem pelo clube, que durou de 2014 a 2019. O atacante de 30 anos chegou a ser o xodó da Fiel, mas também amargou reserva e período inativo.
Começando de trás para frente, Romero deixou o Timão de uma forma ruim. Houve desavenças com o ex-presidente Andrés Sanchez na negociação de renovação de contrato e, sem acordo, acabou encostado pelo dirigente.
O último jogo do atacante pelo Corinthians foi em dezembro de 2018, pelo Campeonato Brasileiro, mas ele só foi deixar o clube de fato depois de sete meses, em julho de 2019. Durante todo esse período, não foi afastado e seguiu treinando com o grupo, mas "esquecido" pela comissão técnica.
Romero é o segundo maior artilheiro da Neo Química Arena, com 27 gols em 103 jogos. Jô tem 30 gols em 84 jogos.
O período de inatividade em jogos oficiais tirou de Romero a chance de disputar a Copa América com a seleção paraguaia no Brasil, em 2019. Depois de sua saída de certa forma melancólica do Timão, ele acertou com o San Lorenzo, da Argentina.
O auge x a reserva
Estrangeiro com maior número de jogos pelo Alvinegro, com 222 partidas, Romero viveu seu melhor período no Corinthians sob o comando de Fábio Carille, na campanha do título brasileiro em 2017, ano em que marcou gols em Palmeiras, São Paulo e Santos. Foram 38 gols no período total.
O gol marcado contra o Palmeiras, no fim do Brasileirão daquele ano, rendeu a inesquecível comemoração de selfie de Romero com o elenco.
Antes disso, sob o comando de Tite, entre 2015 e 2016, viveu um momento bem diferente. Amargou a reserva e não era a opção mais bem quista pelo hoje ex-treinador da seleção brasileiro. À época, logo após a saída de Tite do Corinthians, o paraguaio chegou a dizer que pensou em deixar o clube.
- Eu estava um pouco triste porque não estava jogando, sou o artilheiro do time, é f... você ficar fora, não jogando, mas acontece. Falei que se viesse proposta iria conversar com minha família e empresário, mas agora, com a troca do treinador, ele confia no meu trabalho, valoriza meu trabalho, fico feliz por isso - disse Romero, à época.
Em janeiro de 2015, o próprio ge noticiou que Romero começava a temporada como última opção de Tite para o ataque e não viveria uma temporada fácil. Naquele mesmo ano, o Timão acabou campeão brasileiro com o treinador e fez uma excelente jornada. Romero acabou deixando de ser convocado para sua seleção, o que aumentou sua insatisfação.